Pular para o conteúdo principal

Postagens

Garota na platéia

Sangra o coração,
Mas ele continua batendo.
Sangra uma canção,
Mas ela fica tocando.
Uma saudade de tudo,
Do que fomos e do que poderíamos...
Já sangrou seu coração alguma vez?
Ou você foi aquele que nunca idealizou tanto.
Eu tropecei na minha bagagem de mão,
Não trazia muita coisa desde sempre...
Nunca vi sentido em dar o coração,
E dei o meu para você, eu me lembro.
Era uma tarde vazia,
Era uma garota sozinha,
Era o amor de uma vida,
Congelado no tempo de um único dia.
Eu nunca me encaixei nesse mundo,
Acho que sou uma peça não fabricada,
Aquela descartada,
A que não serve para nada.
Tudo bem, não estou me dissipando.
Estou assumindo que faço parte de sua história,
Mas sou a garota incompleta,
Aquela que nunca chega na hora certa.
De todas as vidas que já conheci,
A sua era a minha história.
E sangra essas letras em mim,
A história foi jogada fora.
Eu não estou de joelhos essa noite,
O Senhor dos céus é seletivo.
Talvez eu seja uma garota de passagem,
Isso sempre acontece comigo.
E…
Postagens recentes

Abismo

Quantas vezes por dia você morre?
Quantas vezes numa vida é possível morrer?
Quantas feridas abertas você socorre,
Quantas pessoas amigas ferem você?
Eu estive tão perdida,
Eu sai de lá mas às vezes eu volto.
Por que  não me tiraram de lá?
Por que me deixaram ir?
Alguns passos e eu caio em mim mesma,
Quando eu mergulho eu sofro,
Mas é melhor mergulhar que estar assim,
Submersa, sensível, arranhada.
A apatia é um desespero,
Que já estourou a garganta.
Eu sou sempre um recomeço,
Nesse ciclo que me cansa.
Me empurraram para o abismo,
Mas eu estou flutuando até agora.
Eu não sei até quando eu aguento,
Mas o meu tempo não é medido em horas.
Eu duvidei de mim mesma, porquê?
Se eu ouvisse de outros lábios,
Talvez eu acreditasse, me libertasse, fosse para longe.
Quantas realidades cabe na sua ilusão?
Aquele sim do altar se transformou em não.
Você pisa nos seus sonhos, igual pisa no chão.
Eu conheço esse sabor, agridoce da desilusão.
Eu estou em outro lugar,
Entre o mundo real e o que eu sem…

Bolhas nos pés

Até eu chegar a mim,
Eu fui o que disseram.
Até eu olhar para mim,
Me entorpeceram.
Me levaram para um lugar ruim,
e lá era muito longe.
Todas aquelas dúvidas em mim,
A sede era a própria fonte.
Enquanto me roubavam a paz,
Tiraram minhas esperanças.
Eu nunca estava lá,
Eu era sempre criança.
Quantas bolhas cabem nos seus pés?
Rezei até meus joelhos sangrarem.
Por quantos milagres esperam uma única fé?
Vaguei por tantos lugares.
Eu estava sempre sozinha,
Eu estava sempre enganada,
Eu vivia sempre chorando,
Dentro da minha vida fantasiada.
Você conhece a

Culpa

Não sinta culpa por perder.
Não sinta culpa por não ter.
Não sinta culpa por não ser.
Eles nem sabem quem é você.
Não chore a perda do agora.
Não chore a dor dos outros.
Não durma com o ontem na mente.
Nem sempre vale a pena seguir em frente.
Eles não dizem toda a verdade.
A beleza, as luzes, as festas.
São momentos ineficazes.
Todo mundo precisa de uma fresta.
Não é culpa sua sentir tanto.
Eu também sinto e sinto muito.
Se eu eu soubesse que eu escolhia as cores,
Eu teria deixado mais colorido.
Não se culpe por não ter o amor.
Não se culpe não ser o amor.
Não se culpe pela perfeição,
Ela não existe no ser humano.
O céu sempre tem um recado.
Um dia chuva, noutro o sol.
Não se culpe, só se sinta parte,
De algo maior que esse reflexo.
A mente dos outros possui sujeiras,
Emoções negativas de seus pais.
No fundo somos todos crianças,
Nem todo adulto sabe o que faz.
Não se culpe por não viver um sonho,
Os sonhos são ilusões muitas vezes.
Eu estou aqui pisando em nuvens,
Quando as pessoas …

Busca

Busco desesperadamente um refúgio.
Um lugar onde errar seja humano,
Um lugar para descansar meu passado,
Um lugar que não rasgue meu manto.
Busco desesperadamente por um Deus.
Um que não julgue meus atos,
Um que me mostre o caminho,
Um que entenda os fatos.
Busco desesperadamente por uma fé.
Uma fé que mova montanhas,
Que seja maior que eu,
Que seja o sopro de vida do ateu.
Busco incansavelmente por uma razão.
Eu preciso encontrar meu porquê,
Eu preciso entender tantas passagens,
Eu preciso entender porque você.
Busco insanamente perder.
Perder os medos e apegos,
Perder o medo do futuro,
Sonhar o que dizem meus pesadelos.
Busco respostas que não existem.
Ainda que ecoe silêncio nas montanhas,
Ainda assim a vida pesa.
Ainda assim eu sou frágil,
Ainda assim a vida me nega,
A experiência dos valentes.
Ainda assim arrasto as correntes,
Dessa doce covardia dos que não superam,
O amor, a mágoa, eu não perdoô.
Eu pago os centavos de sofrer dobrado,
Esse peso morto, nesse mundo louco.
Eu bus…

Tropeço

Às vezes há tropeços.
Às vezes você cai.
E nessas vezes parece que nunca,
A angústia não sai.
Parece que você precisa
estar bem o tempo todo.
Às vezes você recomeça,
Mas sem acreditar em algo novo.
Não há caminhos errados
Quando você aprende alguma coisa,
Quando você foi necessário,
Quando mudou uma pessoa.
Às vezes você senta na calçada,
Nessa estrada que nunca chega.
Parece que todo mundo sabe
O que fazer, o que lhe cabe.
Há pessoas que quebram seu coração,
De um jeito que é muito amargo,
Mas como no universo há perfeição,
Há outras que dividem o fardo.
Viver não é um problema,
A vida não é algo a se resolver.
Viver é ter esperanças,
Nem sempre é saber o que fazer.
Às vezes viver é tão simples,
que o universo coloca pausas,
para que você aprecie quem é,
para que não perca nada.
Viver exatamente não dói.
A dor é pelo formato das escolhas,
Queremos encaixar nossos desejos,
Confundimos coisas com pessoas.
Quando você tropeçar,
Aprecie o cenário que se apresenta.
Tem gente que luta par…

Morri

Morri para o mundo,
mas não nasci para deus,
não nasci para deuses,
não nasci para ninguém...
Quantos erros profundos,
Nada vale a pena,
Nada era meu,
A benção é do ateu.
Maldita mania,
Maldita menina,
Maldita esperança,
De viver todo dia.
Morri por dentro,
Morri sozinha,
Na poça de sangue,
Que me faz qualquer uma.
Não sou puritana,
Mas que valor isso tem?
Não sou um santa,
Mas tudo em troca do amém?
Morri nos braços dos sonhos,
Esse mundo é pesado demais para mim.
Esse mundo é cruel, mentiroso...
Esse é o mundo dos outros.
Morri, mas não chore,
Não contem a ninguém.
Morri e morreram muitos poréns.
Nada é meu,
Nenhum lugar me acolhe,
Eu não me encaixo,
Nunca me acho.
Sigo morta,
tomando café...
Fingindo saber
pra onde leva essa tal de fé.
Não quero velório,
Já estou velando meus sonhos.
Não quero enterro,
Nem flor, nem nada.
Quero que suas lágrimas,
molhem minhas palavras.
Talvez estejamos todos mortos,
Talvez os deuses velem nossos corpos.