Pular para o conteúdo principal

Amor de verão


Não tenho culpa dos sonhos que sonhei
Nem pude segurar os anos que passaram
Não tenho tudo que pensei
Nem a felicidade está plenamente ao meu lado
Talvez um dia eu aprenda como é
Que se vive a vida plenamente
Cada um diz uma coisa o tempo todo
O dia passa e vira um tormento
Não tenho culpa de ter feito da minha vida
Um sonho eterno,fantasia
Se eu sofri para aprender a realidade
Foi tão somente meu o gosto da verdade
Eu não sei se ainda tenho o direito
De olhar nos olhos dos meus sonhos
Queria descarregar no leito
Dos teus olhos,os amores que exponho
Porque sentir tão forte e vivo?
Porque o coração não é mais livre?
Me revolto quando penso,logo desisto
Nosso amor nunca existiu
Foi apenas um sorriso
Será que tenho culpa dos meus sonhos?
Será que sou culpada por viver assim?
E agora que essa estrada não volta ...
Ou sigo sem o meu amor o não sigo mais
Como pude me enganar desta maneira
Como posso ainda amar uma fantasia?
Onde anda aquele amor de sexta-feira
È tudo vazio o coração vai apertado
Menina com frio,deita na cama
Tudo arrumado
Acabou mais um dia,pura fantasia
Você do meu lado
Que vida vazia,e eu sem a culpa
De semear o passado
Se tivesse aqui eu acho que a vida seria perfeita
Te contaria mil coisas,todas as aventuras da menina travessa
Meu amor agora é só meu
É só um sentimento
Você nem se lembra,doce sonho,se perdeu no tempo
Não,não me culpe agora porque ainda te amo
Sentimento escondido,sensação de vazio
De viver no outono
Agora sem você,sem você me amar
Só me resta esperar
Levantar amanhã,olhar para o céu
Ver o tempo passar
Que venham amores,toques de pele,mas não saberão
Que dentro de mim,vive enfim,eterno amor de verão.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A morte da menina

Morreu ela.
Coitadinha.
A menina,
menininha.
E agora,
Quem enterra?
Quais as culpas,
morrem com ela?
Você que vive,
Me diga por favor,
Como é viver
Sem ser digno?
Morreu você,
Morreram todos.
Andam sem saber,
Que todos somos.
Somos culpados
e inocentes,
Sangue derramado,
Vida inconsequente.
Você é melhor que o morto?
Na escala de quem?
Você se faz melhor que outro,
só por rezar e dizer amém?
Amém uns aos outros,
malditos infelizes.
Não adianta fazer tatuagem,
nas suas cicatrizes.
Vocês a mataram,
Ela morreu sem saber.
Que com a força que ela tinha,
não dependia de vocês.
Morram nos seus casamentos,
morram nas suas rotinas,
Mas não se achem mais vivos,
Que aquela formalizada morta menina!

Abismo

Quantas vezes por dia você morre?
Quantas vezes numa vida é possível morrer?
Quantas feridas abertas você socorre,
Quantas pessoas amigas ferem você?
Eu estive tão perdida,
Eu sai de lá mas às vezes eu volto.
Por que  não me tiraram de lá?
Por que me deixaram ir?
Alguns passos e eu caio em mim mesma,
Quando eu mergulho eu sofro,
Mas é melhor mergulhar que estar assim,
Submersa, sensível, arranhada.
A apatia é um desespero,
Que já estourou a garganta.
Eu sou sempre um recomeço,
Nesse ciclo que me cansa.
Me empurraram para o abismo,
Mas eu estou flutuando até agora.
Eu não sei até quando eu aguento,
Mas o meu tempo não é medido em horas.
Eu duvidei de mim mesma, porquê?
Se eu ouvisse de outros lábios,
Talvez eu acreditasse, me libertasse, fosse para longe.
Quantas realidades cabe na sua ilusão?
Aquele sim do altar se transformou em não.
Você pisa nos seus sonhos, igual pisa no chão.
Eu conheço esse sabor, agridoce da desilusão.
Eu estou em outro lugar,
Entre o mundo real e o que eu sem…

Rei

Acaba com tudo,
acaba com isso,
Ó poderoso, rei dos reis.
Acaba com o mundo,
Ou muda tudo,
Ó poderoso, eu sou, eu sei.
Será que está assistindo,
Qual prazer isso lhe dá...
Será que mora em todo mundo,
Qual a maldade escolheu inventar.
Se fosse eu criador
Não teria criaturas sem amor.
Mas dão o nome de liberdade,
E ficam expostas as verdades.
Olho para o céu, ou para o mar.
A perfeição é tanta...
Mas está difícil caminhar.
Dói a garganta, arranha.
Se eu soubesse que é bom o lado de lá,
Eu iria agora mesmo.
Mas será a fé apenas um desespero
da vida adulta na infância.
Acaba com a dor, ou me ensina
Como ser daquelas pessoas que sabem sorrir.
Se existe uma luz de verdade aí em cima,
Ilumina o mundo e caia sobre mim.
Será a vida somente isso,
Luta e respira tão pouco.
Ainda bem que o amor é ilusão,
Pois só ilusões dão sentido a esse mundo tolo.