Pular para o conteúdo principal

E...


E sonhamos...
E pegamos nossos sonhos
E matamos os pequenos
Para aumentá-los
Muitas coisas nós fazemos
E vivemos...
E pegamos nossa vida
E entregamos ao sol
Que a queima e a ilumina
Transparecendo nosso mal
E amamos...
E pegamos nosso amor
E guardamos escondido
E fingimos rancor
Para termos inimigos
E queremos...
Queremos ser maiores
Que o mundo que está feito
E sempre somos os piores
Deste mundo, o defeito
E entregamos...
Entregamos nossa alma
Para a morte todo dia
E juntamos os pedaços
Como se fosse utopia
E buscamos...
Buscamos todo dia
Algo diferente para fazer
Não aceitamos algo mágico
Conformamos-nos com o sofrer
E oferecemos...
Oferecemos nossa vida
Para o sacrifício do poder
E vendemos a coisa mais linda
Que Deus pode oferecer
E pensamos...
Pensamos que assim será melhor
Para os nossos dias
E tropeçamos no destino
Feito de pura fantasia
E tentamos...
Tentamos aprender o que ninguém nos ensinou
E todas as loucuras são culpas do amor
E ambicionamos o dinheiro que compra nosso valor
E no final deste ciclo choramos de dor
E sonhamos...
E vivemos... Por nós mesmos
E amamos... Sempre o próximo
E queremos... O mundo inteiro
E entregamos... Os nossos olhos
E buscamos... O mais leal
E oferecemos... O nosso destino
E pensamos... Ser grandes
E tentamos... Ser meninos
E simplesmente tentamos.

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A morte da menina

Morreu ela.
Coitadinha.
A menina,
menininha.
E agora,
Quem enterra?
Quais as culpas,
morrem com ela?
Você que vive,
Me diga por favor,
Como é viver
Sem ser digno?
Morreu você,
Morreram todos.
Andam sem saber,
Que todos somos.
Somos culpados
e inocentes,
Sangue derramado,
Vida inconsequente.
Você é melhor que o morto?
Na escala de quem?
Você se faz melhor que outro,
só por rezar e dizer amém?
Amém uns aos outros,
malditos infelizes.
Não adianta fazer tatuagem,
nas suas cicatrizes.
Vocês a mataram,
Ela morreu sem saber.
Que com a força que ela tinha,
não dependia de vocês.
Morram nos seus casamentos,
morram nas suas rotinas,
Mas não se achem mais vivos,
Que aquela formalizada morta menina!

Rei

Acaba com tudo,
acaba com isso,
Ó poderoso, rei dos reis.
Acaba com o mundo,
Ou muda tudo,
Ó poderoso, eu sou, eu sei.
Será que está assistindo,
Qual prazer isso lhe dá...
Será que mora em todo mundo,
Qual a maldade escolheu inventar.
Se fosse eu criador
Não teria criaturas sem amor.
Mas dão o nome de liberdade,
E ficam expostas as verdades.
Olho para o céu, ou para o mar.
A perfeição é tanta...
Mas está difícil caminhar.
Dói a garganta, arranha.
Se eu soubesse que é bom o lado de lá,
Eu iria agora mesmo.
Mas será a fé apenas um desespero
da vida adulta na infância.
Acaba com a dor, ou me ensina
Como ser daquelas pessoas que sabem sorrir.
Se existe uma luz de verdade aí em cima,
Ilumina o mundo e caia sobre mim.
Será a vida somente isso,
Luta e respira tão pouco.
Ainda bem que o amor é ilusão,
Pois só ilusões dão sentido a esse mundo tolo.

Momento

Não era esse,
Não era essa,
Não era ele,
Não era ela.
Aguarde o próximo
ônibus, emprego, amor.
Fica pra próxima,
Depois eu te ligo.
Somos passagens,
Mas eu sou flutuante.
Alguns são paisagens,
Eu sou um instante.
Nessa passagem de vida,
Nada levo comigo,