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Objeto de amor e ódio




De repente me pego assim
como hoje
como agora
com vontade de chorar
viver,morrer
mesma história
pulsão de vida
pulsão de morte
objeto de amor e ódio
é ruim não ter o que se quer
e não crer na própria sorte
se fosse hoje,que alegria!!
mas terei que esperar
fui um dia uma menina
que ainda chora a olhar
tanto tempo,tanta coisa
não consigo valorizar
não sei se amo
não sei se admiro
o valor que você ma dá
águas passadas
não movem nada
e porque que vieram de novo passar?
aquele dia,eu muito chorei
menina que sonha
um sonho sem vez
e nunca acontece como ela quis
amadurece,não adianta insistir!
parece que ontem ouvia um barulho
hoje são gritos,são vozes no escuro
porque está tão longe,objeto de amor?
nada é tão ruim,como essa minha dor
carrego agora um caminho  que já passou
pessoas na estrada,e o tempo levou
mas agora eu sinto que quero você
me garanta,vida
que feliz eu vou ser
então largarei pedaços de amor
conto da fada,que nunca existiu
foi grande a lágrima
e a chuva caiu
menina cresceu,mas tão sozinha
que achou que fazia parte daquela rima
de repente me pego
assim tão sem nexo
parece sujeira no meu coração
ou sai esse amor ou sai solidão
quero de volta a vida tão bonita
que agora é lembrança
da época perdida
eu não sei o que será de mim
sem você aqui
mas dói muitas vezes,
 mais esperança em mim.
onde está?me liga hoje
eu estou aqui....
ou fala que odeia a menina feia
que não sabe porque
ainda te sorri.

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A morte da menina

Morreu ela.
Coitadinha.
A menina,
menininha.
E agora,
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Quais as culpas,
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Como é viver
Sem ser digno?
Morreu você,
Morreram todos.
Andam sem saber,
Que todos somos.
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Você se faz melhor que outro,
só por rezar e dizer amém?
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