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Eu não preciso mais das musicas



Eu não preciso mais das musicas, dos filmes, ou dos livros para chorar
O choro vem da alma, sem esforço, do fundo... O choro vem das constatações
Dos medos. Dos dias...
Não preciso mais de histórias, eu tenho o meu passado. E por mais que haja, e há um horizonte em minha frente... Ele parece não servir mais... Eu pareço não ser mais.
Não ser mais ninguém nem para mim. O choro vem daí. A lágrima é tão natural como foi quando eu percebi que as coisas mudam, e que as pessoas são elas mesmas, mas elas mudam.
E eu amaldiçoei a mim mesma,quando pela falta de experiência, sofri de excesso de esperança. E somos humanos. E devemos prosseguir. Mas o horizonte não está aqui.
È tão instantâneo, quase que diariamente... Eu vou viver uma rotina que nunca muda.
E se muda, eu nem percebo. Porque você está nela. Você é maldito, você é como um câncer que destrói o sonho. A vida me cobra, eu tento ser. Eu juro por Deus que eu fiz, nesses últimos anos, tudo o que eu chamo de ‘viver’. Mas é tão injusta, quanto curta.
E eu que sempre erro? E quando virá a volta por cima? Mochila nas costas, para outra vida nova?
Como pode uma pessoa ser tão humano e falho como você e ser tão importante?
Perguntas sem respostas. O choro vem daí. Não é da saudade, não é da luta, não é da falta que faz algo novo. O choro vem da vontade de ser, de ter. Quanto tempo mais eu vou viver fora de mim? Assistindo a uma vida que me leva para lugar nenhum?
Quantas esperanças que vou ter que renovar, quando tudo o que eu quero é ver você voltar?
Eu errei. Ponto. Não podia? Não tenho também esse direito?
A lágrima vem daí. Você vive; eu não. Eu tento ser, me moldar, me encaixar para você. Mas os nossos caminhos não são iguais. Só me resta aguardar..aguardar a tal segunda chance.
Mas Deus sabe que eu não possuo poder sobre o tempo. E acho que se possuísse algum poder, ia querer acabar com a dor. Apenas isso. Iria viver de outra maneira, e o meu horizonte não acabaria amanhã... E a saudade se transformaria em paz, e você não seria mais nada para mim. Eu não tenho esse poder. O choro vem dai.

Comentários

  1. adorei o blog!
    já to seguindo!!, por favor segue tbm: http://floresemeujardim.blogspot.com/
    vlw, bjoo

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  2. Lindo..emocionante mesmo!Deveria escrever um livro.

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A morte da menina

Morreu ela.
Coitadinha.
A menina,
menininha.
E agora,
Quem enterra?
Quais as culpas,
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Me diga por favor,
Como é viver
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Morreu você,
Morreram todos.
Andam sem saber,
Que todos somos.
Somos culpados
e inocentes,
Sangue derramado,
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não dependia de vocês.
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morram nas suas rotinas,
Mas não se achem mais vivos,
Que aquela formalizada morta menina!

Rei

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Será que mora em todo mundo,
Qual a maldade escolheu inventar.
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Não era essa,
Não era ele,
Não era ela.
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ônibus, emprego, amor.
Fica pra próxima,
Depois eu te ligo.
Somos passagens,
Mas eu sou flutuante.
Alguns são paisagens,
Eu sou um instante.
Nessa passagem de vida,
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