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já não serve


Já não presta, já não serve
Quantas vezes mais
Terei que me reinventar
Para buscar a paz
Quantas vezes em nossa vida
Temos que avaliar
O que serve e o que já passou
Mesma coisa, outro olhar
Quantas pessoas que nada agregam
Quantas pessoas que realmente já passaram
Quantas mudanças no último ano
Quantas saudades de fato ficaram
Eu olho e vejo que já não é igual
Cada rosto parece banal
Quantos desses já foram especiais?
Quantas dores foram fatais?
Eu já não lembro porque eu chorei
Nem o motivo que me levou a pensar
Que não valia a pena essa vida
Que era hora de parar
Mas Deus que nunca me deixou só
Sabia que tudo iria passar
E me deu o fôlego de volta
E um novo dia para continuar
E agora que eu não morri
Só posso estar mais forte
E tanto que já sofri
Só ampliou o meu norte
E tudo o que eu já vivi
Só me deixa pensar
Que se o que passou estiver em mim
Nada de fato passará
E se esse é o caminho
Eu escolho viver
Pedras e espinhos
Não me machucam não me assustam
E a força que vem de dentro
Só podia resultar
Num sonho novo
Que só eu sei sonhar
E o que já não serve eu não quero
Dores, mágoas e injustiças
Pura vaidade puro rancor
Eu não morri
E o que fica me justifica.

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A morte da menina

Morreu ela.
Coitadinha.
A menina,
menininha.
E agora,
Quem enterra?
Quais as culpas,
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Você que vive,
Me diga por favor,
Como é viver
Sem ser digno?
Morreu você,
Morreram todos.
Andam sem saber,
Que todos somos.
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Sangue derramado,
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Você se faz melhor que outro,
só por rezar e dizer amém?
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malditos infelizes.
Não adianta fazer tatuagem,
nas suas cicatrizes.
Vocês a mataram,
Ela morreu sem saber.
Que com a força que ela tinha,
não dependia de vocês.
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morram nas suas rotinas,
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Rei

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Momento

Não era esse,
Não era essa,
Não era ele,
Não era ela.
Aguarde o próximo
ônibus, emprego, amor.
Fica pra próxima,
Depois eu te ligo.
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