sábado, 30 de julho de 2011

Mar de sentimentos


Todo dia eu me afogo
Na verdade é toda noite
entro dentro,dentro de mim
é um mar de culpas,perdas e arrependimentos
Toda noite eu tento respirar fundo
Mas é tanta água que não há oxigênio
Eu tento respirar,porque o dia amanhece
E eu não sei o porquê
eu volto para a superficie
E a maré fica calma
e eu me sinto bem
Angustia e raiva,me deixaram aos pouquinhos
a culpa e as perdas,vieram me cutucar
E para a minha surpresa
não sou mais a vitima
e para a minha real surpresa
Fiz tanta gente chorar
Mar porque a gente não percebe
que magoar os outros
só afasta e nos deixa
sentir esse amargo gosto
Eu que pensei
que tinha sido vitima
que estava com a razão
percebi que fui cruel
e tinha opção
Mas a mágoa quando cresce
vira neblina no coração
você não enxerga nada
e todos devem pedir perdão
Eu agora atravessei esse mar de sentimentos
chegando ao outro lado
eu sempre estive aqui
e se hoje eu não tenho
tudo o que eu amo
sou culpada;pois se não fosse
não sentiria assim
Não que estivessem todos certos
em todos os seus discursos
Mas eu não ouvia nada e vivia no meu mundo
Os fracassos foram meus,eu tinha que assumir
Mas porque eu só aprendo com a sensação de que eu perdi ?
È por isso que a noite
eu mergulho nesse mar
não sou a vitima
sou eu que fui ferir,não sou a única ferida
Se isso é crescer,então dói crescer assim
que chegue a superficie sempre
para que eu não me afogue em lágrimas
porque eu não sei nadar
eu não posso voltar
e eu não sei,não sei mesmo...
até quando vou respirar.

Presença

Não sabia a diferença entre a presença e o nunca estar. Eu não soube desde sempre, Eu nunca estava lá. Só algo que já passou, Ou semp...