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Nunca deixei



Eu não deixei de ler meus livros
nem deixei de ouvir minhas músicas
Mas os meus ouvidos já são outros
e as letras não me inspiram
Eu não deixei a porta aberta
mas não espero que ninguém entre
não espero que batam antes de olhar
não espero que me tranquem quando eu chorar
Eu não deixei de sonhar meus sonhos
mas eles já não mais o meu futuro
eles são o meu presente
o meu passado nada me diz
eu não deixei de ser criança
mas ela era infantil e imatura
pobre menina de trança
não sabia nada da vida
eu não deixei de ser eu mesma
mas eu fui tantas tantas vezes
fui , sou, quis ser
troquei de lado,desfiz os laços
permiti viver
abracei causas perdidas
e quem era meu não era nada
os conflitos que nunca imaginei
com pessoas por mim amadas
eu não deixei de acreditar
eu juro que em nenhum momento
mas Deus me deu o dom de fraquejar
para que os meus joelhos se dobrassem em tempos
eu não deixei de olhar para o céu
mas as nunvens não são de algodão
o desejo, a vingança, o ódio
cada um tem prazer,no meu pódio
eu não fui sempre certa
e muitas vezes eu não fiz questão
a mesma verdade que prende,liberta
quantos erros em nome do coração
eu nunca me fiz de nada
eu era menina, era inocente
eu não sei o que você esperava
eu era o que eu era, simplesmente.
Hoje eu não sou mais aquela
o tempo me mudou,tantas coisas me mudaram
eu nunca deixei de tentar
eu posso ter deixado tantas coisas no tempo
mas eu nunca deixei de te amar.

Comentários

  1. Tanta simplicidade que encanta
    Seu texto foi de encontro com um momento de minha vida, o momento de crescer
    Obrigado por me dar o privilégiode poder apreciar e sentir

    Lucivania Xavier

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Agradeço as suas palavras.Este é o objetivo do meu blog.

      Todas as minhas obras deste blog foram reunidas em um livro.
      Ficarei feliz em lhe passar o Link para que possa conhecer.

      http://perse.doneit.com.br/paginas/DetalhesLivro.aspx?ItemID=2062

      Um beijão!

      Excluir

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A morte da menina

Morreu ela.
Coitadinha.
A menina,
menininha.
E agora,
Quem enterra?
Quais as culpas,
morrem com ela?
Você que vive,
Me diga por favor,
Como é viver
Sem ser digno?
Morreu você,
Morreram todos.
Andam sem saber,
Que todos somos.
Somos culpados
e inocentes,
Sangue derramado,
Vida inconsequente.
Você é melhor que o morto?
Na escala de quem?
Você se faz melhor que outro,
só por rezar e dizer amém?
Amém uns aos outros,
malditos infelizes.
Não adianta fazer tatuagem,
nas suas cicatrizes.
Vocês a mataram,
Ela morreu sem saber.
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não dependia de vocês.
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Rei

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Momento

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Não era essa,
Não era ele,
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Aguarde o próximo
ônibus, emprego, amor.
Fica pra próxima,
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Mas eu sou flutuante.
Alguns são paisagens,
Eu sou um instante.
Nessa passagem de vida,
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