terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Ainda que....



Ainda assim....
Eu vou.
Ainda que o mundo me faça sofrer...
Ainda que as pessoas,
com suas permutas, querendo vantagem,
Tentem me desmotivar.
Ainda que elas consigam, baseando a minha vida num fato,
e me fazendo esquecer quem de fato, sou.
Ainda que eu tenha construído muros, no lugar de pontes;
Ainda que eu tenha me sentido mais humilhada do que possa ter sido fato;
Ainda que, por vezes, exagere.
Ainda que eu não veja sentido, na luta diária por um sonho,
e quando chego lá, não é azul a cor do céu.
Ainda que eu tenha que aprender muito, acabo esquecendo como  devo escrever
o meu nome na simples letra de forma. 
Ainda que palavras sejam levadas com o vento;
Ainda que sonhos sejam tolos quando a gente cresce;
Ainda que falte ar nos pulmões, para o tanto que devo correr.
Ainda que seja jovem, tão jovem que me sinta experiente demais;
Ainda que eu duvide das pessoas,
algumas por vezes subestimadas, me surpreenderam.
Ainda que eu sempre crie um porém, um talvez, um 'e se...'
Ainda que eu sempre ache que todo mundo é mais feliz;
Ainda que cresça, fazendo as dificuldades de degrau;
Ainda que eu reconheça quando vem disfarçado de bem , mas é o mal.
Ainda que eu respire, como se tivesse saído da placenta,
Ao menos um fôlego sem tanta dor, sem tanta mágoa, sem tanta lágrima.
Ainda que eu divida com poucos amigos uma parte da minha dor;
Ainda que eu relate todos os fatos a meu favor...
Ainda que eu seja eterna aprendiz...
Ainda que tudo aconteça, sem você, não serei feliz.

domingo, 24 de novembro de 2013

Caminho



Quando você está no caminho certo
Muitas pedras aparecem,
Muitas certezas viram duvidas,
Muitas lutas enfraquecem...
Parece que não tem muito sentido
As coisas que você diz e faz,
Não sabe quem é seu amigo,
Quem te quer e o que satisfaz.
Acontece que essa sensação
 de querer o mundo e não querer nada,
de ter tudo e ser sempre um começo
é algo comum de quem está seguindo;
Seu caminho é seu e as duvidas surgem,
Deixar o passado para tras não é muito fácil...
Fica o vazio e o que tem que de  ser feito
Fica a sensação de não saber por onde começar
e como que se faz...
Mas no fundo do peito você já sofreu
Já se machucou e já aprendeu
Sabe que basta seguir o seu sonho
não trazer do passado nenhum fantasma
Feliz é a aquele que segue sua vida
sem dever nada a ninguém
seja sempre seu próprio guia
é caminhando que se faz o caminho.
Já dizia o ditado e não existe fórmula
o amor, as consequências são nossas dadivas
hoje eu mudo e depois me transformo
É para um novo sonho que todo dia eu acordo!


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Quadro na Parede




Você é meu.
Você era meu.
Você é meu passado.
Você é minha corrente,
da qual eu me liberto.
Você é uma fase,
Você é uma confusão de sentimentos,
Você é uma escolha,
Que não me escolheu.
Você é um anjo
que não iluminou,
Você é o amor
que nunca me amou.
Me apeguei a detalhes,
cores, musicas, palavras.
Cada uma delas,
tudo o que você dizia tinha um poder sobre mim;
Você é uma vida,
que nunca esteve na minha vida.
Você era especial,
eu era mais uma menina.
Menina de sentimentos,
inocência, inexperiência, incapaz de não amar;
Você foi a juventude, o contador, o chão e o ar.
Você foi meu, ainda que por alguns instantes.
Depois apenas em minha mente.
Não é mais a realidade.
eu tenho que seguir.
De amar, ficou a felicidade, mas não sei se era amor que ficou ali.
Hoje eu não tenho mais inveja dela,
hoje eu não quero mais a vida com você.
Para ser amor de verdade,
Você tinha que me escolher.
Fiquei muito tempo vivendo o que não era realidade,
chorando as suas alegrias,
fantasiando tantas inverdades...
Mas hoje me sinto mulher, jovem e competente,
Você foi uma imagem,
foi um quadro na parede.
É hora de parar de olhar sempre a mesma imagem,
é hora de olhar para o quadro que mostra a realidade.
Existem amores que devem ser lembrados,
apenas com o carinho de já terem passado.
Vou amar quem me ama, e viver as minhas escolhas.
Se um dia você me quiser, quem sabe a história é outra.
Mas não vou lutar por nada,
porque amar não tem que fazer mal.
Tirei o quadro da parede,
não vou mais borrar o rímel,
a vida que você segue,
a minha que eu reinvento.
Outra realidade, outro momento.
Você era meu, na minha imaginação.
Você é livre para seguir.
eu sou livre de você.
Sem ter que ouvir seu não.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Dificuldade


Difícil levar os dias,
Quando os dias não são positivos,
Quando parece que não há mais nada,
Quando as dores dominam.
Difícil acreditar nos sonhos,
Quando eles nada lhe dizem,
Quando existem cobranças,
Quando as dores persistem.
Difícil ver além
Quando te limitaram,
Quando te impediram,
Quando te amordaçaram.
Difícil sorrir de verdade,
Quando você já chorou,
Quando os olhos incharam,
E ninguém te ajudou.
Difícil limpar os sapatos,
Quando ainda há lama no caminho,
Quando ainda há tempestade,
Quando se caminha sozinho.
Difícil não olhar a paredes
Quando ela te cerca,
Quando os olhos procuram,
Quando você não respira.
Empurre essas paredes!
Saia dessa lama!
Erga o seu peito!
Viva seus sonhos!
Viva sem saudades, sem culpas!
Futuro é o que tem...
Aprenda, repreenda e respire!
Difícil não é impossível!
Planeje, respire, execute...
Se eles ouvirem, você não responda!

Seja feliz, seja você!

domingo, 15 de setembro de 2013

Recomeçar


Recomeçar...
Depois de tudo o que você já fez,
depois de todos os lados
depois de todos os sonhos
depois de todos os naufrágios
Recomeçar...
Depois de ter tantas certezas
depois de se perder em amizades
depois da força das fraquezas
depois de tanto amor em vaidade
Recomeçar...
Depois de perder tantos jogos
depois de amar intensamente
depois de conhecer outros corpos
depois de tanta gente que mente
Recomeçar...
Depois da historia naquelas fotos
Depois dos planos que acabaram
depois de amar ser mais que fatos
depois dos amores que se mudaram
Recomeçar...
Depois de tanto chorar na cama
depois de tanto pedir ajuda
depois de tantas influencias
depois de amar que não te ama
Recomeçar...
depois do desabrochar do amor
depois da expectativa das primeiras vezes
depois do susto da primeira dor
depois tantas palavras e repentes
Recomeçar...
e já não ter todo o tempo do mundo
e já não ser mais tão inocente
e já não dar amor profundo
e já saber que do amor não depende
Recomeçar...
E já não viver de comparação
e já não achar que os outros estão certos
e já dar-se um pouco de razão
e dar valor a quem esta mais perto
Recomeçar...
Mesmo que não se sinta assim tão jovem
mesmo que a experiência tenha um peso
mesmo que o todo venha pela metade
mesmo que não possa mais mostrar o medo
Recomece
Mesmo que te digam não
mesmo que tenha perdido os sonhos
mesmo que não tenha nada em mãos
mesmo que os outros finjam se importar
Recomece
apenas por não ser o fim
apenas por você mesmo
apenas porque sabe que merece ser feliz
apenas porque não deve mais satisfação
Nunca é o fim
a vida tem seus desafios
não fuja, lute
recomece todo dia
e verás que não e o único
que precisa respirar fundo
e por um sorriso no rosto
para encarar o mundo.

domingo, 8 de setembro de 2013

RESPOSTA


Deus,
Porque eu sofro agora?
Porque eu não consigo?
Porque tudo comigo?
Deus,
Porque o sofrimento?
Porque as ameaças?
Porque constrangimento?
Deus,
Porque eu caio sempre?
Porque o caminho estreito?
Porque as dores na mente?
Filho...
Confia e pronto.
Quem confia não questiona.
A fé e a resposta.
A vida é a sua sede,
a fé a sua água.
A duvida é o que mais dói,
a fé é sua resposta.
Sofre mais pelo medo,
que pelo fato que te acontece;
Sofre mais pelos outros,
que pela dor que te fortalece.
Sofre mais com as perguntas,
e não escuta as respostas.
Olha dentro do teu peito.
Tenha fé, caminhe agora.
Feliz é aquele que crê
que a felicidade
mora no que sente,
o resto é vaidade.

Perdida


Eu estava perdida
tentando apenas encontrar
um jeito certo de viver
um jeito certo de sonhar
E parecia que eu estava
perdida no meio do nada
que todas aquelas pessoas
iam e vinham nas calçadas
O tempo nada me revelou
apenas me trouxe verdades
na solidão dos que sofrem
a revelação da doce maldade
Eu nunca sabia para aonde ir
Eu sempre me perdia nas estradas
Eu sempre acabava perdida nos meus sonhos
eu sempre era no meu tudo, um grande nada.
O vento sempre vinha contra
os planos eram sempre outros planos
as pessoas sempre amavam outras
a princesa quis ficar no calabouço
Eu nunca acertava nada
O sopro, o vento, a luz
Eu nunca sabia o que daria certo
tentativas pesadas em forma de cruz
Eu nunca soube quando estava andando em círculos
ou quando só me restava andar para frente
eu nunca tive fôlego o suficiente
para alcançar os que estavam sempre a frente.
E o que eu de fato não sabia
é que eu estava no rumo certo
na bagunça da vida e do destino
existe sempre algo bom por perto
Entre os nós deste meu caminho
havia algo que não fazia sentido
a felicidade que nunca alcancei
de repente me deu um belo sorriso
E a dor de toda a solidão
virou passado, no passado de revoltas
A vida me transformou
para mostrar que o mundo dá voltas
E de tão perdida apenas respirei
e deixei a vida me levar
e a felicidade que experimentei
Foi a recompensa de tanto sonhar
E na solidão dos que apenas sentem
e nada pode falar
não tinha a vida pela frente
tinha o agora, o direito de realizar.
Podem dizer que nada você tem
ou que ninguém você será
Não são eles que dizem e vão além
Há um destino certo para cruzar
Não ouça as vozes que gritam que não
respire fundo e se ponha a caminhar
Se você ainda não está bem
acredite, falta pouco para chegar!


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Te vivia

A vida passava
Eu me enganava
Eu te esganava
Eu me matava...
A rotina mudando
Eu me esperançava
Eu me preparava
Eu te amava...
O amor oscilando
Eu me preparava
Eu te desenhava
Eu te esperava....
O mundo girando
Eu me desesperava
Eu te resgatava
Eu te sequestrava...
O mundo sufocando
Eu me afobava
Eu te respirava...
O amor acabava
Eu não aceitava
Eu te focava...
Os meus sonhos gritando
Eu por ti gritava
Eu te lembrava
A realidade chegou
Eu não sei mais nada
Eu te aceitava
Eu te amava
Eu te condenava
O amor por mim morreu
Eu te desenhava
Com gotas de sangue
Eu te culpava
Eu não sei respirar
Se não é meu ar
Eu te culpava
Eu te amava
Eu te condenava
Eu ate amava
Acabo com nossas vidas
Na minha covardia
Eu tiro a minha
E culpo a sua
Eu me uno a você
Nosso amor será um
Você em vida...

E eu te vivia.

Estranha Mania


Eu tenho essa estranha mania
De achar que tudo vai ficar bem,
Mesmo que esse tudo
Seja algo ou alguém.
Mas as minhas forças estão poucas,
O que gerou certa fraqueza,
O que em forma de desespero
Virou  o jogo, virei a mesa.
Admiro o por do sol,
Dou a razão a quem me matou
Dou razão a quem tem ódio
Pois esse já foi amor.
Olho um monte de cinzas
Um monte de planos que foram queimados,
Essa estranha mania
de achar que o tempo seria aliado.
Nesse desespero calmo
Sem saber sorrir de verdade,
Foram ideias de leve
Que fortaleceram a fraqueza.
O jogo acabou.
Uma dança das cadeiras,
A criança que não sentou
Chorou a tarde inteira...
Mas o que ela não sabia
É que os lugares são incertos
Ela era a mais feliz,
Pois a única que estava com os pés retos.
Cinzas e solidão
Cada um no seu lugar,
Não levantam sequer a mão
Por medo de não saber segurar.
Essa estranha mania
De achar que estive em pé o tempo todo,
De achar que queimaram os meus sonhos,
E apenas eu podia correr.
Pena que eu não sabia
Que não ter um lugar era vantagem,
Que a solidão era vantagem,
Que fazer tudo por mim era vantagem.
Estranha mania de acreditar que será feliz,
Estranha mania de pensar que estavam certos,
O lugar era deles
O errado é o que não vê maldade;
O errado é o que não lê pensamentos,
O errado é o que diz as verdades.
Estranha mania de achar que as cinzas
Fossem de algo que já foi valioso,
Estranha mania de acreditar no futuro,
No lugar ao sol, em tudo de novo.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Meu abismo



Ainda que eu ande pelo vale
da sombra do Amor,
Não temerei a mal algum,
Ainda que eu ande...
Ainda que eu siga pelo vale
da sombra do abismo,
Não temerei cair,
Ainda que caia...
Ainda que ande pelo vale da sombra da solidão,
Não seguirei sozinha,
Ainda que somente eu sinta...
Ainda que eu ande pelo vale de sombra da esperança,
Não viverei de esperas,
Ainda que não venha...
Ainda que eu ande pela vale da sombra das ilusões,
Não perderei a razão,
Ainda que eu sofra...
Ainda que eu ande pelo vale da sombra  do meu melhor dia,
Não esquecerei o pior,
Ainda que o sinta...
Ainda que eu ande pelo vale da sombra do meu passado,
Não deixarei de viver o presente,
Ainda que não esqueça...
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da mágoa,
Não negarei perdão,
Ainda que eu erre....
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da vida,
Não morrerei mais nenhum dia,
Embora morram meus sonhos...
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da inquietude,
Não irei apressar os fatos,
Ainda que não tenha mais tempo...
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte,
Não irei cair e me entregar,
Embora eu tropece...
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da nossa história,
Não irei deixar de viver,
embora eu saiba que é eterna a dor...
Ainda que ande pelo vale da sombra de todas as minhas ilusões,
Não temerei a mal algum...
Ainda que tudo seja tão meu,
Ainda que te ame intensamente,
Ainda que te culpe,
Ainda que me culpe,
Ainda que te lembre,
Ainda que me odeie,
Ainda que me falte o ar,
Não temerei a mal algum,
porque o pior já passou...
Ainda que eu caia, mas ande...
Ainda que o abismo seja o amor!

terça-feira, 23 de julho de 2013

Cores



Queria escrever sobre cores
E como o céu pode ser azul.
Queria agradecer ao Universo
Todas aquelas coisas de amor.
Mas na verdade é outra história,
Fui me atropelando.
Empurrando um sentimento.
Segui te amando.
E isso não é colorido.
Isso não é bonito.
Não é nada.
Isso.
É só isso.
É só eu.
Amando você.
Isso nem é,
Eu e você.
Posso ter magoado pessoas,
sofrido alguns riscos,
no meio deste caminho.
Mas já paguei.
Paguei caro, com sangue, com sonhos.
Posso cometer crimes, vários pecados.
Já fui punida aquele dia,
Só de ter te encontrado.
Crime, culpa, culpado.
Ainda bem que a arma foi o amor,
Pois ninguém se culpa de ter atirado.
Irônica vida essa nossa.
Mas morro de te ver passar,
Isso não é nada.
Morra também de amor por alguém,
Morra de culpa por eu te amar!
Cores cinzas, vários tons.
Vermelho só do batom.
Não tem céu azul, nessa negra solidão.

Mate-me!


Chegou o dia.
Chegou o pior dia.
Chegou o grande dia.
Mate-me, por favor!
Mate-me urgentemente.
Mate o coração,
que tem uma culpa inconsciente.
Chegou o pior dia da minha vida.
O grande dia do não voltar.
O grande dia da realidade.
O dia da falta de ar.
Chegou a pior a notícia.
Aquela que ninguém contou,
Chegou uma série de consequências,
Das ações que a vida obrigou.
Atirem direto no peito,
mas deve ser um tiro fatal,
Preciso formalizar de algum jeito,
que a minha vida nunca foi real.
Chegou o dia da caça.
Faminta,briguenta,frágil.
Chegou o dia das contestações,
Posso morrer, por favor, eu imploro!
É que eu já morri cada dia um pouco,
desses frágeis últimos anos.
Quem me dera morrer de uma vez,
Senão houvesse dores aqui.
O seu grande dia,
A minha dura realidade.
Posso morrer, pois todos os planos foram seus.
Envolvi muita gente nisso,
Mas brincar é muito mais fácil.
Tem uma parte em mim que ninguém nunca chega.
Essa maldita parte é sua.
O seu grande dia te remete a vida.
O meu grande dia será a morte.
Pois nunca irão entender, o que é viver com a certeza,
de que a vida é um luxo que não me cabe mais.
Mate-me com a sua frieza.
Mate-me com o seu olhar.
Mate-me com meu próprio veneno,
Mate-me por que não sei viver sem te amar!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Limite



Cheguei ao meu limite
Limite de ir além
Limite de querer mais
Limite de suportar...
Limite de esperar o tempo passar
Limite de ser um dia o meu dia
Limite de ser amanhã a minha vez
Limite de haver sempre muros
limite de cancelamentos
Limite de desculpas
Limite de quase amar
Quase sentir, quase viver.
Limite de querer saber
Limite do novo de novo
Limite de ontem ter sido
Apenas um velho dia novo
Limite de acreditar nos sonhos
e por isso confundi-los
Limite de acreditar nas pessoas
e por isso tê-las como minhas
Limite de desacreditar na capacidade
que alguns tem para mentir
Limite de fantasiar de azul
um céu que nunca esteve limpo
Limite de achar que era sonho
as influencias de um tempo
Limite de me barrarem e censurarem
Todas as minhas ideias
Limite de ter e saber que virão
muitas histórias como essas
Limite de ser limitada
As barreiras das ideias
Limite de acreditar que o passado
Foi porque assim o era
limites de direção, de dizer que eu não posso
E se eu não quero ir além
quem pode me julgar?
Limite de poder e não querer mais
A minha rendeção será aqui mesmo
sem ir além, sem nada.
Pois já passei do limite de achar que tenho que ir longe
para ser eu mesma
O meu desafio é ser feliz aqui mesmo,
apesar de tudo, e deixar limitado o que não quero que vá além.
Que saiam as limitações,
fiquem as lições.
O maior desafio é aceitar que as coisas são como são,
e não há maior limitação!

sábado, 22 de junho de 2013

Dia do Esquecimento



O mais simples de todos os sonhos
É o que eu tenho em mim
Acordar um dia lindo
e não ter você aqui
Não tê-lo em meu coração
Nem em lembrança
Não tê-lo por compaixão
Nem para uma dança
Um dia sem você
O dia do grande evento
Chamaria esse dia, o dia do esquecimento.
Seria um dia comum
Apenas não haveria lembranças,
Nem dores, nem magoas,
Apenas águas passadas.
Um dia de mente livre,
sem nenhum arrependimento,
sem perguntar como seria,
Sem cobranças,sem sentimento.
Seria um dia feliz,
Onde eu estaria no presente,
Onde o que passou já passou,
O que seguiu, foi para frente.
Sonho esse impossível,
Pois esquecer é loucura,
como se esquece do que nunca foi embora,
nessa amargura, que amar não cura!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Cobrança


Estranha essa sensação
Não posso pegar nada em minhas mãos
Não posso ainda respirar o alívio
Não posso por meus pés fora do chão
Estranha luta por nada
E os braços tão cansados
E o coração tão ferido
E os pés tão machucados!
Estranho vazio que ficou depois
De tanto barulho que eu fiz
Briguei, arranhei, agredi.
Mas tudo doeu mais em mim
Estranho olhar para o próprio passado
e ver-se tão manipulável
Estranha a dúvida que fica
sobre mim mesma quando olho para o lado
Estranho mesmo é eu não saber
quem eu sou, depois de tanta guerra
A calmaria que aparentei
era apenas externa.
Estranha a dor que ficou no peito
Parece que vai ser assim para sempre
Depois de tanta energia dispersada
Foram levadas ao vento as minhas palavras.
Como posso oscilar tanto assim
Tem dias que sou muito mulher,
Muito diferente daquela infantil.
Mas em outros eu sou tão como ela,
Parece que nada em mim mudou.
Não posso pegar , nem mostrar tais mudanças
Foi dentro de mim que tudo se transformou.
A sensação de culpa, revolta, arrependimento,
são covardias em cima de mim,
Eu era o que eu sabia e não tinha outro jeito,
Lamentável mesmo ter esse fim.
E quem machucou a fundo o meu peito,
Quem abusou da porta aberta,
São pessoas que vivem suas vidas assim,
Sem imaginar que seus estilhaços ainda me cortam.
Estranho cobrar de mim isso hoje,
Cobrar que eu seja quem eu nunca fui,
Talvez eu seja ainda pequena
Caminhando rumo aos ares azuis,
Eu quero ser alguém para mim mesma,
Mas para mim tudo demanda tempo,
Eu preciso me sentir inteira,
Ser a dona das escolhas do meu mundo.

domingo, 26 de maio de 2013

Corrente


O passado te condena
quem foi que condenou?
quem garante a condenação?
quem aponta quem errou?
quem é o dedo de Deus?
quem é a razão oculta?
quem e o inquisidor
queimando viva as bruxas...
quem ousa levantar os olhos
e olhar por cima dos ombros?
quem é melhor que todos
quem nunca cometeu erros?
quem é  o errado agora?
quem sera o correto amanhã?
quem é que sabe as consequências
do hoje no seu amanhã?
Quem foi que caiu da ponte
Que fora feita de aço
Quem foi que pôs fogo no circo
só porque conhecia o palhaço?
Quem é carrega as algemas
Quem tem um pulso sem marcas?
Quem sabe chorar sorridente?
E esconde todas as lágrimas?
Talvez a maior condenação
não venha de outra pessoa..
Quando acorrenta o seu coração
Já se puniu de todas as formas.

sábado, 18 de maio de 2013

Libertar


Confusão, brigas, gritos.
Eu não quero ouvir berros.
Nem destruir sonhos de ninguém.
Eu não quero me prender.
Libertar-se é prender-se novamente.
Livre de mim mesma, presa a você.
Livre de me obrigar,
Mas fazendo por você
O que nunca foi feito por mim.
Livre de pensar
Como se eu soubesse
Que se parasse para pensar
Largaria tudo.
Sonhos para quê?
Pensar em te largar
e querer viver sem você.
E a solidão, a dor, a magoa
As fotos, as imagens
As pessoas perguntando...
Percebe a gravidade?
Pensamos no mundo
Mas não na gente.
Penso em você de tantas formas,
Você me sufoca.
Eu não te largo, não te admiro,
Não queria você.
Mas me prendi novamente,
buscando a liberdade.
A alma livre não suporta gritos.
Eu não sou essa que você possui.
Minhas certezas, e vou viver.
Não importa a vaidade,
Não importa idade, nem sociedade.
É a minha alma que está presa.
Rasguei as fotos.
Você não me ama.
Nem respeita, nem nada.
Suporto dores, mas ingratidão me consome.
Fui embora,
Bati a porta. Perdoa por ter mentido pra você.
Não sou essa menina, que tudo aceita e tudo perdoa.
Vou me libertar, ser a mulher inteira, que você pensou dominar.

Seus Passos




Varreram a rua.
Limparam seus passos.
Engraçado, na minha lembrança era tudo lama,
mas olhei da janela e vi que era asfalto.
Quem será que se importou
em limpar o que ninguém via,
o que nunca fora reparado...
Mas alguém se atentou aos detalhes.
Achei que fosse somente eu
Que reparava na sujeira
uma especie de pegada
uma marca pequena
Mas que eu não queria que estivesse ali.
Acordei sorridente,
Coração leve, delicado
Como seu eu fosse menina
renascendo, com um futuro intacto
Doce, santa, pura, talvez em seu sexto aniversario.
Olhei pela janela,
Não avistei vassoura alguma,
Mas as marcas não estavam lá,
alguém as tirou dali;
Eu tão acostumada a chorar a mesma lágrima.
consegui sorrir.
Varreram você.
Era sujeira.
Era mentira,
Era tristeza.
A Marca dos seus pés,
alguém desviou.
Não importa para que lugar direcionam seus passos,
O tempo te levou.
Vá em paz, tropeçando na minha pureza, na minha aventura, nas minhas emoções.
Que sinta o peso da alma,
de olhar pela janela, e avistar marcas profundas, que ninguém nunca limpa,
e são de dois corações.

sábado, 13 de abril de 2013

DEIXE-ME!












Deixe-me aqui, Neste lugar!
 Deixe-me só para pensar.
 Eu não quero isso,
eu não quero ser,
 eu não quero ter!
 Eu não quero ir,
 eu não quero sentir,
Deixe-me aqui!
 Deixe-me em paz,
sem paz alguma,
 mas aqui ninguém se importa.
E isso é bom, ficar aqui, sem gente hipócrita!
Deixe-me aqui, neste lugar acolhedor,
 que conforta meu olhar, acalenta minha dor.
 Não tire-me o direito de desistir dos meus sonhos,
de desistir dos meus segredos, de perder tudo o tempo todo.
 Deixe-me sofrer minhas próprias consequências,
 Deixe-me viver sem vida alguma nisso.
 Deixe-me fechar os olhos e ser criança novamente,
 o mundo me machucou demais,
 e eu só quero dormir ouvindo a chuva.
 Deixe-me, desista de mim,
não há desespero, não há mais nada!
 largue-me, esqueça-me, expulsa-me, abandone-me, fuja de mim, proteja-se.
Ou, meu caro, apenas deixe-me!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Empurrão


Me empurraram aos pouquinhos
Cada um com seu sorriso,
Cada um com seu conselho,
Todo mundo bonitinho!
Me empurraram devagar
Para eu não perceber,
Que era voluntária
De uma forma de morrer!
Me empurram para longe
dos meus sonhos e dos meus objetivos,
Criticaram tudo que era meu
Porque quem quer nos enfraquecer,
Só sabe fazer isso!
Me empurraram e  eu nem sei
Talvez eu mesma tenha ido.
Opiniões eu escutei
E acreditei em destino!
Me empurraram e foram embora
Lavaram as suas mãos,
Os olhos que me olham agora,
Observam apenas a minha reação.
Me empurraram eu eu fiquei lá,
Sozinha e já sem sonhos.
Empurraram minha fraqueza,
e jogaram terra nos meus planos.
Mas uma coisa eles não sabiam.
Eu aprendi a reagir,
A força que eu lhes dei,
Agora está de novo em mim.
Eu demorei para sair,
O abismo parecia não acabar,
Mas agora estou mais forte,
nem ouse assoprar!

Saiam Todos!


Como vou saber
Se quem errou fui eu?
Se parece tudo errado,
E tudo se perdeu.
E se estavam todos certos
Na verdade que defendiam,
Eu era uma criança
Na verdade dos que mentiram.
E seu eu não entendia
Que o caminho era meu,
E se o que sentia
Não valia e nunca valeu?
E se eu aprendi
A errar em nome dos outros,
E se eu fiquei aqui
defendendo os desprezados e loucos?
Como vou saber
Se o que eu vejo agora é real?
Sendo que parece
Que eu estava estava em estado fatal.
Eu dormi por anos
num coma consciente,
As palavras e os fatos
não saíam de minha mente.
E agora eu acordei
E levanto dessa cama,
Não tenho nada, nada meu
Qualquer um pensa que me engana.
Mas eu sei de uma coisa
Essa tempestade passa,
Porque eu vou correr atrás
Da minha felicidade exata.
Só eu sei de mim
Como eu caí e quanto eu chorei,
sai da minha mente
Se viver é isso, eu também errei.
mas agora vou viver
Os lados me confundem,
Não podem ser todos felizes
Se a vida é que nos une...
Eu não sei o que fazer
Mas não quero o que vivi,
Viver dormindo e ver amanhecer
Saiam todos, eu sei de mim!

sábado, 9 de março de 2013

Lixo


Revirei o lixo,
como um cão sem dono
Como quem tem fome
Como quem não tem nada.
Revirei a dor,
Como uma criança
Como uma paciente
Como uma transplantada.
Revirei o sonho,
Como uma infeliz
Como uma arrependida
Como uma amaldiçoada.
Revirei as cinzas,
Como uma hipócrita
Como uma qualquer
Como uma egoísta.
Revirei a mágoa,
Como uma perfeita
Como uma Deusa
Como um Santa.
Revirei o jogo,
Como uma viciada
Como uma trapaceira
Como uma alienada.
Revirei o amor
Como se revira a vida
como se revira as opiniões
Como se revira a roupa.
Revirei os conceitos,
Revirei as amizades,
Revirei os meus direitos,
Revirei minhas vontades.
Ficou tudo ao contrário,
Eu virei a culpada.
Revirei a mente,
e retirei a toalha.
Escondi as cartas.
Escondi quem eu era.
Quem joga limpo?
Você mente e nem espera.
Revirei o lixo
do luxo que eu menti
eu não era nada.
Revirei e existi.
Agora na bagunça
do meu quarto e emoção
Giro,reviro e vomito
e era só um coração.
Revirei o que era certo
e deu certo viver errado.
O amor nunca é completo,
É só o ódio revirado!

Tanto


Eu quis tanto
Eu chorei tanto
Eu pensei tanto
Eu briguei com o mundo
Pois estava tudo errado!
Eu queria tudo
o que não foi justificado
Eu queria ser
ter, fazer
tudo de melhor para você.
Eu vivi sempre
para o futuro
Haveria um grande dia
E seria perfeito
Pura fantasia
Realidade sem direitos.
Eu quis tanto
ser tudo o que você precisava
Noites mal dormidas
lembranças assaltadas
Posso até ter feito
Tudo sempre errado
mas é meu direito
de respirar sem estar afogado
Como pode
num momento
ou um terço de uma vida
ser tudo o que  eu desejo?
e agora...a alma chora
inocência no relento
pode ir embora
porque não há amor nisso
eu queria você bem
não o fracasso de suas aventuras
eu quis quem eu conheci
não o menino sem ternura
O amor que tenho em mim
É um filho que criei
ele não vai decidir
quem está aqui, não é quem eu amei!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Aperto no peito


Aperto no peito, é mesmo esquisito
Consegue sempre acabar com meu dia.
Mais que com o meu dia...
Acaba com a minha alma...
Acaba com a vontade que eu tenho de seguir
Acaba com as forças que sei que estão em mim
Acaba com o sonho
que de novo fica de lado...
Aperta o peito
nó na garganta
feliz é quem não sabe o que é a vida
Felizes são as crianças.
Aperto no peito é  aquela sensação
que deixa clara uma insegurança
é quando você sabe que já tem o não
daquele objetivo que trazia esperança.
Muitas vezes eu pergunto
Quem anda errado,
o meu jeito sincero
ou mundo está acabado.
O mundo não acabou...
Mas o meu mundo sim
Como pode você ter amado
algo bom que viu em mim...
E simplesmente seguir assim
Como se não tivesse acontecido,
o que me dói é saber
que dessa vez foi comigo.
Aperta o coração
Mais uma vez eu sigo..sem rumo
e você segue manipulando
as pessoas como se fossem coisas...
Aperto no peito e nó na garganta.
Queria ser indiferente a sua presença.
Siga a vida e torne-se homem
também não sou mais menina sem nome
Eu aceito essas dores, porque um dia vou entender
Não minta para si mesmo...
eu nunca menti para você.
Apenas se afasta, como se eu não fosse alguém
que sentisse essa faca
que sentisse essa mágoa..
que não sentisse o seu olhar ser uma arma.
Eu vou deitar...coração sufocado
Feliz é a mulher que te tem como amado.
Sei que um dia
o coração dela vai apertar
Quem mente uma vez...
sempre é o último a chorar.

A/C AMIGOS




Eu não sei o que você está vivendo.
Eu não se se o momento é de plantar ou de colher.
Eu não sei se você esperou uma coisa da vida e veio outra.
Eu não sei se a sua felicidade sempre foi tão plena, ou se você sorri assim apenas para continuar. Muitas vezes a gente vive uma situação apenas por um objetivo, nem que seja ver o que há depois disso, o que vem depois da dor? Sua expectativa pode ter sido até inocente, e nós somos imaturos quando pensamos ser sábios.
Os amigos e a família são importantes, são partes de nós. Muitas vezes eles nos lembram quem somos, quando nos perdemos, quando estamos lutando, trocando de sonho.
Eu não sei o que você pensa de mim, ou dos outros. Nem sei se você saberia se definir em poucas palavras. Muitas mudanças nos últimos anos, não é?
Eu posso ter me afastado de algumas pessoas, pela correria..sonhos dão tanto trabalho... Mas eu nunca deixei de ser amiga dos meus amigos. De Amar quem pode ter mudado, mas não perdeu a essência. Amadurecer, mudar de planos, ser maior, ser melhor...isso requer tempo e sabedoria.
Todos nós estamos tentando. Entenda isso. Todos! A vida é uma grande tentativa. Não é difícil só para você.Tem algo especial na dor, que acalma, conforta..é a Mão de Deus.
Acredite N'ele! Ele te guia, te conforta. Eu não sei o que você está passando. Mas espero que o mesmo Deus que tantas vezes embalou meu sono e me disse "estou Aqui', ilumine seu coração e te faça criança, para você crescer de verdade!
Se você está feliz, que Deus ilumine sua felicidade, e que seja mérito seu as suas conquistas.E se você está triste, seja triste, mas não para sempre. Há algo na dor que nos aproxima de Deus e dos nossos valores. Seja feliz de saber que isso passa.
Estamos todos tentando tudo o tempo todo, ninguém é melhor, nem pior. Que Deus abençoe a todos e limpe suas lágrimas.Lembre-se que você tem um plano e DEUS tem outro.
Não vamos sofrer por antecedência. Somos todos crianças!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Ciclo




Ciclo. Recomeço. Amanhecer.
Tantas coisas, novos dias
Tanta luta,
Sem nenhum barulho...
Talvez ninguém saiba
o que se passa em minha mente
minhas opiniões tão deformadas
a negligência do inteligente.
Eu pensei que fosse sério
Tudo sério em meu caminho.
Mas o meu atalho
me levou mais uma vez ao vazio.
Eu apostei o que eu tinha
Porque aquilo tudo era importante para mim,
Olho para o lado, quanta alegria!
E eu sem respirar enfim.
Aceitar nem é opcional
é tudo que posso fazer,
Mas recomeçar sem final
Cansa quem não sabe o que merece ter.
Eu ainda acredito
que virá minhas recompensas,
Nem só de recomeço vivem os justos
é preciso ter calma para ter paciência.
Ciclo. Acho que acabou mais um!
Como um ratinho numa roda
Espero que agora esteja madura
para não viver a mesma história.
E quem foi, já foi...
O que eu fiz tá feito...
O fato de ter te amado,
Não muda o fato de você não ser direito.
E as pessoas são sempre iguais
contadoras de histórias.
Eu saí desse ciclo que me fazia mal
e você, sinto muito, ficará apenas na memória.




Jogo da Vida




E se a vida for um jogo
Que me obriga a apostar
E se Deus for um dado
Ou vários dados a rolar
E se eu jogo aos poucos
E o tempo não espera
E se eu aposto tudo
E perder me desespera
E se o jogo exige estratégia
E eu nunca vejo a frente
E se as probabilidades
Viram sorte em minha mente
Talvez eu tenha apenas
Que fechar os olhos e lançar os dados
Talvez eu pense  nos outros
Que são todos adversários
E se sorte não existir
E a vida for um jogo pensado
Tem quem pense na lógica
E erre ao lançar os dados
Pode ser que seja um jogo
Mas não tem o que pensar
Estratégia ou acaso
Viver é sorte e azar.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Sobre a Tragédia de Santa Maria




O beijo de boa noite,
 Que nunca mais será dado.
 A correria e a mãe,
 Ainda lhe entrega o casaco.
 A diversão e a juventude,
 Era apenas uma fase.
 A vida escorreu pelas mãos,
 Isso não cabe em nenhuma frase.
 Os heróis traumatizados,
 A fumaça sufocou os sonhos.
 A saída que não foi encontrada,
 A garganta que não gritou.
 A mãe que esperava acordada,
 O sonho que não voltou.
 E o futuro que era tão lindo,
Foi embora de uma vez.
Pulmões inundados de lágrimas,
 de quem sobreviveu e morreu uma vez.
 E a barriga que crescia,
Os primeiros passos e as quedas.
 O sorriso de um filho,
 Que é lembrado naquele momento.
 Os filhos sempre crianças,
 Viraram anjos em outros braços.
 Santa, Santa, Santa Maria!
 Quantas Marias estão chorando?
 E a Maria que também é mãe,
 Pegou no colo tanta gente adulta.
 Que parecia criança,
 Que não tinha esperança...
 Que queria acordar,
 do pesadelo de respirar.
 Sim.. ela respirava,
 O filho não.
 Jovens,sonhos,meninos...
 OS heróis não foram em vão.
 Para quem se foi
 Que esteja nos braços da maior mãe!
 para quem ficou
 que sinta empatia; mas não viva na dor!
 Muitas coisas não se explicam,
 elas apenas acontecem.
 Não chorem SANTAS MARIAS!
 Seus anjos apenas adormecem!

Presença

Não sabia a diferença entre a presença e o nunca estar. Eu não soube desde sempre, Eu nunca estava lá. Só algo que já passou, Ou semp...