sábado, 18 de maio de 2013

Seus Passos




Varreram a rua.
Limparam seus passos.
Engraçado, na minha lembrança era tudo lama,
mas olhei da janela e vi que era asfalto.
Quem será que se importou
em limpar o que ninguém via,
o que nunca fora reparado...
Mas alguém se atentou aos detalhes.
Achei que fosse somente eu
Que reparava na sujeira
uma especie de pegada
uma marca pequena
Mas que eu não queria que estivesse ali.
Acordei sorridente,
Coração leve, delicado
Como seu eu fosse menina
renascendo, com um futuro intacto
Doce, santa, pura, talvez em seu sexto aniversario.
Olhei pela janela,
Não avistei vassoura alguma,
Mas as marcas não estavam lá,
alguém as tirou dali;
Eu tão acostumada a chorar a mesma lágrima.
consegui sorrir.
Varreram você.
Era sujeira.
Era mentira,
Era tristeza.
A Marca dos seus pés,
alguém desviou.
Não importa para que lugar direcionam seus passos,
O tempo te levou.
Vá em paz, tropeçando na minha pureza, na minha aventura, nas minhas emoções.
Que sinta o peso da alma,
de olhar pela janela, e avistar marcas profundas, que ninguém nunca limpa,
e são de dois corações.

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