quarta-feira, 24 de julho de 2013

Meu abismo



Ainda que eu ande pelo vale
da sombra do Amor,
Não temerei a mal algum,
Ainda que eu ande...
Ainda que eu siga pelo vale
da sombra do abismo,
Não temerei cair,
Ainda que caia...
Ainda que ande pelo vale da sombra da solidão,
Não seguirei sozinha,
Ainda que somente eu sinta...
Ainda que eu ande pelo vale de sombra da esperança,
Não viverei de esperas,
Ainda que não venha...
Ainda que eu ande pela vale da sombra das ilusões,
Não perderei a razão,
Ainda que eu sofra...
Ainda que eu ande pelo vale da sombra  do meu melhor dia,
Não esquecerei o pior,
Ainda que o sinta...
Ainda que eu ande pelo vale da sombra do meu passado,
Não deixarei de viver o presente,
Ainda que não esqueça...
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da mágoa,
Não negarei perdão,
Ainda que eu erre....
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da vida,
Não morrerei mais nenhum dia,
Embora morram meus sonhos...
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da inquietude,
Não irei apressar os fatos,
Ainda que não tenha mais tempo...
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte,
Não irei cair e me entregar,
Embora eu tropece...
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da nossa história,
Não irei deixar de viver,
embora eu saiba que é eterna a dor...
Ainda que ande pelo vale da sombra de todas as minhas ilusões,
Não temerei a mal algum...
Ainda que tudo seja tão meu,
Ainda que te ame intensamente,
Ainda que te culpe,
Ainda que me culpe,
Ainda que te lembre,
Ainda que me odeie,
Ainda que me falte o ar,
Não temerei a mal algum,
porque o pior já passou...
Ainda que eu caia, mas ande...
Ainda que o abismo seja o amor!

terça-feira, 23 de julho de 2013

Cores



Queria escrever sobre cores
E como o céu pode ser azul.
Queria agradecer ao Universo
Todas aquelas coisas de amor.
Mas na verdade é outra história,
Fui me atropelando.
Empurrando um sentimento.
Segui te amando.
E isso não é colorido.
Isso não é bonito.
Não é nada.
Isso.
É só isso.
É só eu.
Amando você.
Isso nem é,
Eu e você.
Posso ter magoado pessoas,
sofrido alguns riscos,
no meio deste caminho.
Mas já paguei.
Paguei caro, com sangue, com sonhos.
Posso cometer crimes, vários pecados.
Já fui punida aquele dia,
Só de ter te encontrado.
Crime, culpa, culpado.
Ainda bem que a arma foi o amor,
Pois ninguém se culpa de ter atirado.
Irônica vida essa nossa.
Mas morro de te ver passar,
Isso não é nada.
Morra também de amor por alguém,
Morra de culpa por eu te amar!
Cores cinzas, vários tons.
Vermelho só do batom.
Não tem céu azul, nessa negra solidão.

Mate-me!


Chegou o dia.
Chegou o pior dia.
Chegou o grande dia.
Mate-me, por favor!
Mate-me urgentemente.
Mate o coração,
que tem uma culpa inconsciente.
Chegou o pior dia da minha vida.
O grande dia do não voltar.
O grande dia da realidade.
O dia da falta de ar.
Chegou a pior a notícia.
Aquela que ninguém contou,
Chegou uma série de consequências,
Das ações que a vida obrigou.
Atirem direto no peito,
mas deve ser um tiro fatal,
Preciso formalizar de algum jeito,
que a minha vida nunca foi real.
Chegou o dia da caça.
Faminta,briguenta,frágil.
Chegou o dia das contestações,
Posso morrer, por favor, eu imploro!
É que eu já morri cada dia um pouco,
desses frágeis últimos anos.
Quem me dera morrer de uma vez,
Senão houvesse dores aqui.
O seu grande dia,
A minha dura realidade.
Posso morrer, pois todos os planos foram seus.
Envolvi muita gente nisso,
Mas brincar é muito mais fácil.
Tem uma parte em mim que ninguém nunca chega.
Essa maldita parte é sua.
O seu grande dia te remete a vida.
O meu grande dia será a morte.
Pois nunca irão entender, o que é viver com a certeza,
de que a vida é um luxo que não me cabe mais.
Mate-me com a sua frieza.
Mate-me com o seu olhar.
Mate-me com meu próprio veneno,
Mate-me por que não sei viver sem te amar!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Limite



Cheguei ao meu limite
Limite de ir além
Limite de querer mais
Limite de suportar...
Limite de esperar o tempo passar
Limite de ser um dia o meu dia
Limite de ser amanhã a minha vez
Limite de haver sempre muros
limite de cancelamentos
Limite de desculpas
Limite de quase amar
Quase sentir, quase viver.
Limite de querer saber
Limite do novo de novo
Limite de ontem ter sido
Apenas um velho dia novo
Limite de acreditar nos sonhos
e por isso confundi-los
Limite de acreditar nas pessoas
e por isso tê-las como minhas
Limite de desacreditar na capacidade
que alguns tem para mentir
Limite de fantasiar de azul
um céu que nunca esteve limpo
Limite de achar que era sonho
as influencias de um tempo
Limite de me barrarem e censurarem
Todas as minhas ideias
Limite de ter e saber que virão
muitas histórias como essas
Limite de ser limitada
As barreiras das ideias
Limite de acreditar que o passado
Foi porque assim o era
limites de direção, de dizer que eu não posso
E se eu não quero ir além
quem pode me julgar?
Limite de poder e não querer mais
A minha rendeção será aqui mesmo
sem ir além, sem nada.
Pois já passei do limite de achar que tenho que ir longe
para ser eu mesma
O meu desafio é ser feliz aqui mesmo,
apesar de tudo, e deixar limitado o que não quero que vá além.
Que saiam as limitações,
fiquem as lições.
O maior desafio é aceitar que as coisas são como são,
e não há maior limitação!

Presença

Não sabia a diferença entre a presença e o nunca estar. Eu não soube desde sempre, Eu nunca estava lá. Só algo que já passou, Ou semp...