Mate-me!


Chegou o dia.
Chegou o pior dia.
Chegou o grande dia.
Mate-me, por favor!
Mate-me urgentemente.
Mate o coração,
que tem uma culpa inconsciente.
Chegou o pior dia da minha vida.
O grande dia do não voltar.
O grande dia da realidade.
O dia da falta de ar.
Chegou a pior a notícia.
Aquela que ninguém contou,
Chegou uma série de consequências,
Das ações que a vida obrigou.
Atirem direto no peito,
mas deve ser um tiro fatal,
Preciso formalizar de algum jeito,
que a minha vida nunca foi real.
Chegou o dia da caça.
Faminta,briguenta,frágil.
Chegou o dia das contestações,
Posso morrer, por favor, eu imploro!
É que eu já morri cada dia um pouco,
desses frágeis últimos anos.
Quem me dera morrer de uma vez,
Senão houvesse dores aqui.
O seu grande dia,
A minha dura realidade.
Posso morrer, pois todos os planos foram seus.
Envolvi muita gente nisso,
Mas brincar é muito mais fácil.
Tem uma parte em mim que ninguém nunca chega.
Essa maldita parte é sua.
O seu grande dia te remete a vida.
O meu grande dia será a morte.
Pois nunca irão entender, o que é viver com a certeza,
de que a vida é um luxo que não me cabe mais.
Mate-me com a sua frieza.
Mate-me com o seu olhar.
Mate-me com meu próprio veneno,
Mate-me por que não sei viver sem te amar!

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