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Meu abismo



Ainda que eu ande pelo vale
da sombra do Amor,
Não temerei a mal algum,
Ainda que eu ande...
Ainda que eu siga pelo vale
da sombra do abismo,
Não temerei cair,
Ainda que caia...
Ainda que ande pelo vale da sombra da solidão,
Não seguirei sozinha,
Ainda que somente eu sinta...
Ainda que eu ande pelo vale de sombra da esperança,
Não viverei de esperas,
Ainda que não venha...
Ainda que eu ande pela vale da sombra das ilusões,
Não perderei a razão,
Ainda que eu sofra...
Ainda que eu ande pelo vale da sombra  do meu melhor dia,
Não esquecerei o pior,
Ainda que o sinta...
Ainda que eu ande pelo vale da sombra do meu passado,
Não deixarei de viver o presente,
Ainda que não esqueça...
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da mágoa,
Não negarei perdão,
Ainda que eu erre....
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da vida,
Não morrerei mais nenhum dia,
Embora morram meus sonhos...
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da inquietude,
Não irei apressar os fatos,
Ainda que não tenha mais tempo...
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte,
Não irei cair e me entregar,
Embora eu tropece...
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da nossa história,
Não irei deixar de viver,
embora eu saiba que é eterna a dor...
Ainda que ande pelo vale da sombra de todas as minhas ilusões,
Não temerei a mal algum...
Ainda que tudo seja tão meu,
Ainda que te ame intensamente,
Ainda que te culpe,
Ainda que me culpe,
Ainda que te lembre,
Ainda que me odeie,
Ainda que me falte o ar,
Não temerei a mal algum,
porque o pior já passou...
Ainda que eu caia, mas ande...
Ainda que o abismo seja o amor!

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A morte da menina

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