domingo, 8 de setembro de 2013

Perdida


Eu estava perdida
tentando apenas encontrar
um jeito certo de viver
um jeito certo de sonhar
E parecia que eu estava
perdida no meio do nada
que todas aquelas pessoas
iam e vinham nas calçadas
O tempo nada me revelou
apenas me trouxe verdades
na solidão dos que sofrem
a revelação da doce maldade
Eu nunca sabia para aonde ir
Eu sempre me perdia nas estradas
Eu sempre acabava perdida nos meus sonhos
eu sempre era no meu tudo, um grande nada.
O vento sempre vinha contra
os planos eram sempre outros planos
as pessoas sempre amavam outras
a princesa quis ficar no calabouço
Eu nunca acertava nada
O sopro, o vento, a luz
Eu nunca sabia o que daria certo
tentativas pesadas em forma de cruz
Eu nunca soube quando estava andando em círculos
ou quando só me restava andar para frente
eu nunca tive fôlego o suficiente
para alcançar os que estavam sempre a frente.
E o que eu de fato não sabia
é que eu estava no rumo certo
na bagunça da vida e do destino
existe sempre algo bom por perto
Entre os nós deste meu caminho
havia algo que não fazia sentido
a felicidade que nunca alcancei
de repente me deu um belo sorriso
E a dor de toda a solidão
virou passado, no passado de revoltas
A vida me transformou
para mostrar que o mundo dá voltas
E de tão perdida apenas respirei
e deixei a vida me levar
e a felicidade que experimentei
Foi a recompensa de tanto sonhar
E na solidão dos que apenas sentem
e nada pode falar
não tinha a vida pela frente
tinha o agora, o direito de realizar.
Podem dizer que nada você tem
ou que ninguém você será
Não são eles que dizem e vão além
Há um destino certo para cruzar
Não ouça as vozes que gritam que não
respire fundo e se ponha a caminhar
Se você ainda não está bem
acredite, falta pouco para chegar!


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