sábado, 18 de maio de 2013

Libertar


Confusão, brigas, gritos.
Eu não quero ouvir berros.
Nem destruir sonhos de ninguém.
Eu não quero me prender.
Libertar-se é prender-se novamente.
Livre de mim mesma, presa a você.
Livre de me obrigar,
Mas fazendo por você
O que nunca foi feito por mim.
Livre de pensar
Como se eu soubesse
Que se parasse para pensar
Largaria tudo.
Sonhos para quê?
Pensar em te largar
e querer viver sem você.
E a solidão, a dor, a magoa
As fotos, as imagens
As pessoas perguntando...
Percebe a gravidade?
Pensamos no mundo
Mas não na gente.
Penso em você de tantas formas,
Você me sufoca.
Eu não te largo, não te admiro,
Não queria você.
Mas me prendi novamente,
buscando a liberdade.
A alma livre não suporta gritos.
Eu não sou essa que você possui.
Minhas certezas, e vou viver.
Não importa a vaidade,
Não importa idade, nem sociedade.
É a minha alma que está presa.
Rasguei as fotos.
Você não me ama.
Nem respeita, nem nada.
Suporto dores, mas ingratidão me consome.
Fui embora,
Bati a porta. Perdoa por ter mentido pra você.
Não sou essa menina, que tudo aceita e tudo perdoa.
Vou me libertar, ser a mulher inteira, que você pensou dominar.

Seus Passos




Varreram a rua.
Limparam seus passos.
Engraçado, na minha lembrança era tudo lama,
mas olhei da janela e vi que era asfalto.
Quem será que se importou
em limpar o que ninguém via,
o que nunca fora reparado...
Mas alguém se atentou aos detalhes.
Achei que fosse somente eu
Que reparava na sujeira
uma especie de pegada
uma marca pequena
Mas que eu não queria que estivesse ali.
Acordei sorridente,
Coração leve, delicado
Como seu eu fosse menina
renascendo, com um futuro intacto
Doce, santa, pura, talvez em seu sexto aniversario.
Olhei pela janela,
Não avistei vassoura alguma,
Mas as marcas não estavam lá,
alguém as tirou dali;
Eu tão acostumada a chorar a mesma lágrima.
consegui sorrir.
Varreram você.
Era sujeira.
Era mentira,
Era tristeza.
A Marca dos seus pés,
alguém desviou.
Não importa para que lugar direcionam seus passos,
O tempo te levou.
Vá em paz, tropeçando na minha pureza, na minha aventura, nas minhas emoções.
Que sinta o peso da alma,
de olhar pela janela, e avistar marcas profundas, que ninguém nunca limpa,
e são de dois corações.

Presença

Não sabia a diferença entre a presença e o nunca estar. Eu não soube desde sempre, Eu nunca estava lá. Só algo que já passou, Ou semp...