terça-feira, 29 de abril de 2014

Valor ou Preço?


Nem sempre é hora de tentar,
Nem toda hora se deve comemorar,
Nem sempre podemos garantir,
Que o pior não está por vir.
É possível ter plena consciência,
de que a vida é uma eterna dança,
Dança das cadeiras,
Cai mais um, mas é brincadeira!
Pessoas são seres leais,
Mas a maioria são seres estúpidos,
que pelos próprios interesses,
Colocam flores no seu túmulo!
Não confie e nem pense demais,
Não é hora de pensar no que eles querem.
A vida é uma, não se prenda a sua idade.
Ser infeliz é a única incapacidade!
Pessoas que se vendem por tão pouco,
Friamente com um sorriso no rosto,
Acham que estão sempre na vantagem,
De julgar os outros, a força e a coragem.
Não deixe que te subestimem,
Ninguém está dentro de você,
Existe uma força que te pune,
Mas você deve fazê-la aparecer!
Infelizes são os que se vendem,
Os que não possuem uma verdade,
Os que trocam a toda hora de valores,
Os que sorriem e não olham para caráter.
Corrompidos e promíscuos de si mesmos,
São esses que te apontam o dedo,
Mas se você estiver com a sua fé embaixo do braço,
Contornará com grandeza os obstáculos.
Não julgue que acabou pra você,
Esse jogo está apenas começando.
Deixem eles que sejam varias pessoas,
Você vencerá sendo único e verdadeiro.
O mais irônico dessa batalha,
é que por varias vezes você acha que venceu,
Mas quem usa os outros como degrau,
Não tem base em si, e não tem valores a ser leal.
Muitas vezes o pior já passou,
E você ainda não se deu conta,
De tudo o que já aguentou,
A vitória nem sempre é percebida.
E nessa dança das cadeiras
Não subestime a si mesmo.
A Justiça não é traiçoeira,
Traiçoeiros sãos os que tem um preço.




segunda-feira, 28 de abril de 2014

Barco


Quando o mar fica calmo,
você sabe continuar remando?
Quando as tempestades passam,
Você sabe ver o tempo passando?
Quando cessam as guerras,
Você sabe valorizar a paz?
Quando chega no seu lugar,
Você sabe para aonde vai?
Quando virarem seu barco,
Você sabe apenas nadar?
Quando cansa seus braços,
Você sabe respirar no fundo do mar?
Quando o sol aquece lentamente,
Você sabe buscar o seu lugar?
Quando usam seu nome em vão,
Você sabe perdoar?
Quando o ar volta aos seus pulmões,
Quando o sangue pulsa em suas veias?
Quando falam as paixões,
Quando você chega na areia?
Você sabe curtir o momento?
Você sabe apenas ajeitar as velas?
Você sabe deixar o barco correr?
Você sabe sorrir sem platéia?
Você sente quando acabou a briga?
Você respeita seu momento de parar?
Você sabe quando deve guardar as armas?
Você sabe quando vale a pena guerrear?
E quando a tempestade cessa...
Você sabe valorizar a bonança?
E quando você comete erros adultos,
Você sabe ouvir sua criança?
E quando não é hora de correr atrás de nada?
E quando deve apenas sentir o ar?
E quando não há mais obstáculos?
Você sabe apenas ver o mar?
Respire o ar que precisa,
Energize-se a cada dia,
Busque amor em si mesmo...
Navegar exige bons tempos!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Democracia



Somos jovens...
Até quando?
Somos jovens...
E o pranto?
Juventude é pretexto,
Juventude é protesto!
Juventude é ousadia,
Nem é classe social.
Correr atrás de um sonho,
Jovens aonde vão?
Temos tempo, vamos esquecer,
Que sabemos mudar uma nação.
Fazer nada é crime também,
Testemunhar outro refém.
Calaram a boca do jornalista,
Criticaram o governo, criticaram a policia.
Mas você o que faz de fato?
Acha que não paga o preço de ser jovem?
Acha que no auge de seus 50 anos,
Não vai querer ter feito hoje?
Como se muda uma geração?
Reproduzindo comportamentos?
Como disse a canção...
Ainda somos os mesmos?
Opiniões e campanhas,
Mentiras e vergonha...
Jovens, não respirem aliviados!
Cuidado com as crianças...
Seres pensantes vão adiante.
A tela da televisão,
não é salario na conta.
Vamos mudar a nação,
Esperando o final de semana.
Consumam, e casem-se.
Tenham dois filhos também.
Ensinem a eles que um dia,
tentaram ir mais além.
Façam alguma coisa,
Está tudo tão errado.
Não precisa ser cristão,
Para ver que é pecado!
Somos jovens... até quando?
Somos jovens e dai?
Democracia é utopia?
Ou isso nunca vai existir?
Manipularam a sua juventude,
seus trabalhos de faculdade,
sua ideia de felicidade,
A ordem dos regressos, é verdade!
Somos jovens e isso é tudo.
Amanhã não seremos mais,
terceirizamos o amor ao mundo,
Em algum ideia antigo ficou a paz.
Mudar tudo dá tanto trabalho,
mais fácil aguentar os problemas,
Só quero o meu salário,
Criticar o governo e sair de cena.
Jovens, cadê os sonhos dessa geração?
Cadê o amor pela nação?
Cadê o exemplo anterior?
Cadê o próximo, cadê o  amor?
Cadê você? Juventude pra quê?
Somos jovens .. e dai...
Estão acabando o mundo!
Mais um, sempre seremos...
Põe a tv no mudo!


Apocalipse


O tempo pode ser cruel,
Quando se trata se amor.
O tempo pode ser a paz,
A alegria e o sabor.
O tempo pode passar,
Mas leva tanto de nós,
Queria saber amar,
Mas isso o tempo não faz.
Quando se trata de amar,
O tempo se faz inimigo,
Tem a cura prometida,
Um pedaço de apocalipse.
Eu queria navegar novos mares,
descobrir amor na inconstância,
Gostar do sabor e de novos ares,
Amar plenamente feito criança.
O tempo pode ser um pai,
Brigando com o filho amado,
O tempo pode abandonar o amor,
e o coração é um filho bastardo.
Vamos todos envelhecendo,
célula a célula, pouco a pouco,
Mas o amor que bate no peito,
é o mesmo de quando o mundo era pequeno.
Injusto ele passar,
e levar os sonhos de tanta gente,
Eu só queria ter tempo de amar,
e não ter que lutar pelo pra sempre.
O tempo não cura o amor,
há tempos acreditei nisso,
Acabou que amei o tempo todo,
um amor que nunca é envelhecido.
Eu te amo , maldito!
Eu te amo ha tempos demais.
Tem coisas que não saem do peito,
Amor de fim de mundo,esse não sai.
Apocalipse, juras demais.
Acaba logo tudo ...
O tempo gosta da tortura,
De me deixar viver intacta um dia a mais.
Tempo, seja amigo meu,
Tempo, dê as suas voltas.
Tempo, acabe com esse mundo,
antes que esse amor acabe comigo.
Que venham ondas de calor,
terremotos e tsunamis,
que o mal roube o amor,
e que os infelizes nunca mais se enganem.
Que venha todo o mal,
e tire o véu da ilusão,
eu não quero a piedade,
De quem não viveu a própria destruição.
Anjos com suas trombetas,
anunciam o grande dia,
morram todos os que sentiram amor,
para sermos iguais em outras vidas.
Amar é arder em pecado,
é morrer no seu dia a dia.
Amor nunca é completo,
Ou falta um pedaço, ou é apenas fantasia.
Anjos e demônios te iludem,
um com amor, outro com o ódio.
Bem ou mal tanto faz.
Não há mal maior que amar ao próximo.
Cavaleiros ou aparições,
Podia ser hoje o grande dia.
Quanto a todas as ilusões?
Morrendo o amor, também eu morreria.

domingo, 20 de abril de 2014

Pedido


Peço a Deus que prevaleça.
A força, a certeza.
Peço a Ele que oriente,
As atitudes e a mente.
Peço que a Deus que enriqueça,
A história mal contada,
Peço a Ele que cresça,
A alegria tão sonhada.
Peço a Deus que aceite,
As minhas justificativas,
Guie e ilumine,
A semente da minha vida.
Peço a Ele que não ouça
as minhas palavras gritadas,
que não suba aos céus
nenhuma palavra dita com raiva.
Peço a Ele que perdoe,
Todo o ódio que fui capaz,
Peço que me dê,
todo dia, um pouco de paz.
Peço que mantenha os sonhos
da menina que ajoelhava,
Peço que acalme as dores,
da mulher que já não sonhava.
Peço que afaste as nuvens,
de um céu que nem sempre é azul.
Peço que guie os passos,
Com a compaixão da cruz.
Peço a Deus, que é o dono do amor,
Que ensine meu coração,
Que eu leve para o crescimento,
Toda a desilusão.
De tudo o que eu pedi a Deus,
quero que prevaleça a felicidade,
que te tire do meu coração,
para que eu não seja feliz pela metade.

Misoginia



Quem poderá julgar
Se é terra ou mar,
Se falta amor ou cor,
Se dá falta de ar.
Quem poderá dizer
Que não dá para se envolver,
Que tenho muito o que aprender,
Que não tem que ser você.
Muitos mundos, muitas cores,
Muitas pessoas,muitos amores.
Mas você tem o seu lugar,
Você me faz superar.
Foi com você que eu perdi o chão,
Foi você que me tirou a segurança,
foi você que me ensinou a arriscar,
foi com você que deixei de ser criança.
Gostaria de te dar cores novas,
viver novas aventuras,
Ser a rainha de seus amores,
ser a deusa das meninas.
Gostaria de sonhar os seus sonhos,
ser amiga e ser sua amante,
Ser mulher sem tantos títulos,
Gostaria que estivesse sempre comigo.
Será essa uma forma de amor?
Será eu que tenho muito o que aprender?
Será que estou agora apaixonada?
Será você que não me vê como amada?
Alguma coisa aconteceu...
Erramos juntos, na mesma história.
Algo em nós se perdeu,
E eu não quero nenhuma glória, nenhum titulo que já morreu.
Eu sei que terei de deixá-lo ir,
quando o amor encontrar teu peito,
eu não serei nada pra ti,
serei a menina sem segredos.
Essa forma de amar, nada justifica.
Eu tenho que te deixar,
toda vez que te beijo,
você vai e nada em mim fica.
Essa vazio de te querer,
que se preenche em alguns momentos,
é uma ilusão a dois,
que não se vai com o tempo.
Essa forma de amor,
que em migalhas me traz alegria,
é uma forma de prazer,
ou mera misoginia.
Estando errada ou certa,
eu tenho que seguir.
Seu abraço que liberta,
a história completa, nunca vai existir.
Quem poderá julgar,
além de nós dois,
se amar é ter pra sempre,
ou nunca pensar no depois.


terça-feira, 15 de abril de 2014

Café


Houve um tempo em que eu tinha que voltar para dentro de mim e ficar quieta.
Eu tinha que colocar a minha alma de volta em mim, e ficar esperando...
Esperando passar algum grande fato que nunca chegava.
Eu tinha que guardar meus sonhos porque eu tinha medo.
Não era um medo de escuro, como um medo de criança.
Eu tinha medo de ter medo. Eu tinha um medo que não me bloqueava para nada; eu tinha um medo que era meu amigo, minha companhia, parte de mim.
Eu tinha um medo que me fazia deixar passar o tempo, assim como passar tudo o que não me fazia ser feliz. Nem triste. Era um medo que me deixava observadora, inerte, incapaz.
Incapaz de quê? Eu não me sentia incapaz de nada, porque eu não queria nada.
Era um medo que não me assombrava, não me fazia mal, não me fazia nada.
Talvez nem fosse medo. Fosse uma total falta de vontade de ir atrás de alguma coisa.
Existe uma vida que não quer nada? Eu não queria.
Era uma sensação boa de caos. Eu controlava o meu caos. Eu sabia a temperatura do meu café pela manhã, o horário do ônibus e o tom de voz rouca das pessoas mal humoradas ao responder ‘bom dia’, mas nem me olhavam no rosto.
Sabia que veria algumas cenas e pensaria ‘queria que isso acontecesse comigo’; ou me sentiria melhor ao pensar ‘pobre pessoa’.
Sabia que ninguém me amaria sinceramente, porque o que eu queria eu não podia dar.
Sabia que o melhor do ser humano ainda é pouco. Era medíocre, sabia o que sabia.
Existe um momento em que você tem que quebrar a parede, arrebentar as cordas e deixar de saber como será o seu dia. Vivi loucuras. Fiz amigos, amei, fui largada, larguei. Fiz tudo errado e era meu lado certo.
Após uma tempestade tem horas que não se vê sol. Não se vê nada. Tem céu e pronto.
Estou assim. Tem céu e pronto. O medo, amigo de tanto tempo, voltou. Tem céu e medo.
Tem café quente, ‘bons dias’ frios e mais nada. Não ficou nada daquela loucura.  
Voltar a ser menina quando não se tem mais tempo. Voltar a observar quando tudo já se viu. Voltar a ser céu, quando já sentiu o sol.
Voltar a ser mais uma quando já conheceu o amor. Voltar para dentro de mim, quando observo a minha alma e não está mais vazia. Dentro dela agora tem você.
Maldito seja o amor que encontrou meus sonhos e meu café. Tirou meu sono e me deixou de pé.

sábado, 12 de abril de 2014

Prisão



Prisões,crises,palavras soltas...
Insanidades,conversas,maldita e louca.
Menina,vadia,venenosa,
Mulher,medíocre,impiedosa.
Sangue na veia, veia aberta....
Cores no chão, vermelho que cega.
Sonhos no colchão, lágrimas expostas,
Pele,suor,vidas póstumas.
Amigos,pessoas,opiniões...
Precipício, masmorra, janela.
Menina, sem culpa, a culpa é dela!
Empurra,não cai, quanto ódio!
Menina saia do meu quarto!
Livros, viagens, vida dupla.
Sonha quando dorme, que loucura.
Mas foi ela, quem fez aquela maldade?
A ternura em seus olhos escondem a verdade.
Sangue, sonhos, discussões.
Chorou até estourar seus pulmões.
Prisão, dentro de sua alma.
Nem chuva, nem lágrima, nada lava.
Mulher, a culpada, a que nada sabe.
Sedutora, culpada, fala coisas.
Não levem ela é serio, ela é louca!
gritou que ama a voz rouca.
Matou os seus sonhos de uma vez.
Mas se ela já morreu tantas vezes por dentro?
Adentrar a pele, que diferença fez?
Um bilhete com simples palavras
'Não sou perfeita, não sou vadia.. eu te amava'.
Pobre criança que nada sabia.
Morreu por ser mulher e ser menina.
Se soubesse que amar é só momentos...
Saberia que viver e andar a favor do vento.
Ah menina, grandes amores ficam pequenos...
Ele era só uma garoto, não era dono do tempo.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Novo Plano


Planejei sonhos, dias, anos.
Planejei semanas, falas e cores.
Planejei somas, contas, histórias.
Planejei as fotos, as lendas, memória.
Planejei dias, luz e sol.
Planejei o mar batendo nas pernas.
Planejei sorrisos, detalhes, risos.
Planejei o que falar, pensar e repetir.
Planejei a festa, presente, surpresa.
Planejei calor, cama, certeza.
Planejei a flor, jardim, o roubo.
Planejei a casa, o filho, cachorro.
Planejei a ligação, a carta, a lágrima.
Planejei o show, o artista e a mágica.
Planejei sementes, plantação e colheita.
Planejei a gota, enchente, represa.
Planejei a noite, o filme, pipoca.
planejei o sono, leveza, certeza.
Planejei o chão, o ar, o mesmo.
Planejei morar, sonhar, seus sonhos.
Planejei eu, você e amor.
Planejei a cura, doença, terror.
O que não planejei foi o que você sentia,
o que não planejei foi a sua incerteza,
O que não planejei foi o amor que não veio,
O que não planejei foi o seu receio.
Agora meu plano é não te querer mais,
Agora meu plano é não planejar nada,
Agora meu plano é esquecer de todos os planos,
Planejo apenas esquecer nossa história.
Planejei solidão ao planejar você.
Planejo sair do chão e começar a viver.

sábado, 5 de abril de 2014

Mil


Mil argumentos,
Mil xingamentos...
Mil  momento sem paz.
Mil controvérsias,
Mil paradoxos...
Mil anos atrás.
Mil conversas jogadas fora,
Mil janelas aberta...
Mil sonhos no chão.
Mil pedaços de duas pessoas,
Mil roupas e trouxas,
Mil dias a mais.
Mil anjos sem asas,
Mil taças quebradas,
Mil bocas caladas.
Mil crianças na rua,
Mil mulheres nuas,
Mil pessoas que não sabem o que fazer.
Mil letras maiúsculas,
Mil cartas sem remetentes,
Mil verdades que mentem.
Mil borrões nos papéis,
Mil amores fiéis,
Mil calos nos pés.
Mil culpas ao chão,
Mil dores no peito,
Mil vezes não!
Mil amores que se vão,
Mil espinhos em mil rosas,
Mil histórias repetidas.
Mil meninas que correm na rua,
Mil homens que conquistam,
Mil crianças crescidas brincando de amar.
Mil cairão ao teu lado,
Dez Mil a tua direita,
Mil vezes terá respirado,
o ar de suas incertezas.
Mil cartas de amor não enviadas,
Mil mares em que nunca navegou,
Se for embora hoje,
Sou aquela que mil vezes te amou.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Traição


Eu queria um amor que fosse de verdade,
que fosse motivo de felicidade,
que surpreendesse meu coração,
que fosse a companhia que me conduz pela mão.
Eu queria um amor que nunca me traísse...
Não falo de carne, outras mulheres...
Essa traição é a mais superficial que existe.
Eu queria um amor que não me traísse,
não traísse tudo o que eu sou,
Não traísse a minha vida,
Não traísse todo o meu amor.
Eu queria um amor que não fizesse
pouco caso de tudo que já me magoou,
que não me questionasse, nem me julgasse,
mas entendesse que isso me fez quem eu sou.
Eu queria um amor que visse de dentro,
do peito batendo da outra pessoa,
que fosse assim, sem planos e conceitos,
que entendesse o ritmo da vida boa.
Eu queria que não traísse minhas lágrimas,
nem que minimizasse a menina que eu fui,
que entendesse o que para mim tem importância,
que não tivesse ciúme das mágoas, das lembranças.
Eu queria que ele não traísse,
toda a história, todas os casos,
todas as lembranças, todos os retratos.
Eu queria que ele não traísse,
Todos os conceitos, todos os diários,
tudo que chorei, todas as crises do meu quarto.
Não traísse meus planos, nem minha casa,
Não traísse o espaço que eu entreguei à sua vida.
Se empolgasse com meus sonhos e minhas conquistas,
sonhasse comigo, e e soubesse me deixar sozinha.
Não traísse nenhum plano quando eles virarem nossos,
Nunca apontasse para mim como se tudo fosse óbvio.
Eu queria que ele fosse verdadeiro, mas medisse suas palavras,
que na hora de brigar, não deixasse tantas magoas.
E que não saísse da minha vida assim de uma vez,
que não se arrependesse do bem que me tenha feito.
Eu queria que não houvesse traição de sintonia,
e que se não amasse mais,
desfizesse os laços de um jeito doce,
sem tanta bagunça.
Eu queria que entrasse em minha vida,
entendesse as reclamações, entendesse a gritaria.
Abracasse com carinho a criança que soluça,
amasse a mulher que ele afloraria.
Eu queria que o coração se abrisse ao novo,
mas ter a certeza de que não é apenas outro.
Traição não é só sexo,
é planos , é sonhos...
Não traia meu querido,
os velhos novos tempos.

Troca



Eu trocaria meus sonhos pelos seus...
Eu largaria os meus planos se me dissesse sim.
Eu mudaria a cor da minha rotina,
Eu colocaria vida no meu dia a dia.
Eu trocaria a fragilidade dos meus planos
pela emoção de te amar...
Eu trocaria a exatidão do meu raciocínio
pela nossa falta de ar.
Eu não juntaria dinheiro,
Não pensaria num futuro tão só,
Eu compraria supérfluos,
para o dia de te encontrar.
Eu diria sim para você,
e saberia que o amor existe sim,
Eu trocaria as minhas dúvidas,
pelo seu amor em mim.
E mesmo que tudo acabasse,
eu teria no peito a cicatriz,
a história que me faria respirar,
e que deixou lembranças em mim.
Eu trocaria meus planos de solidão.
pela companhia da nossa incerteza,
pela divisão das nossas dúvidas,
por ter no amor uma fortaleza.
Eu contaria que vivi um amor de verdade,
e que isso me motivou a continuar,
Eu trocaria toda a fortaleza que sou,
pelo seu amor e nossa fragilidade.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Questionamento


Já sentiu falta de ar?
Já sentiu que iria morrer?
Já sentiu que iria descansar,
dessa loucura que é viver?
Já sentiu que o mundo é uma loucura,
e que você não aguenta correr?
Já sentiu que tudo é uma disputa,
e o seu mal é saber perder?
Já sentiu que o tudo é tão pouco,
e que as pessoas morrem por quase nada...
Já sorriu com muito esforço,
para ninguém notar suas lágrimas?
Já sentiu que chegou ofegante,
a algum lugar que você nem queria,
mas sempre alguém te parabenizava,
e ninguém te reconhecia?
Já olhou para o espelho depois de uma luta,
e não reconheceu a pessoa que viu?
Já se imaginou vivendo outra vida?
Já preencheu por um minuto seu vazio?
Já gritou ao mundo que parem,
Já pediu aos outros para pararem,
Já quis conquistar objetivos?
Já quis viver os seus sorrisos?
Já desistiu dos seus sonhos?
Já quis apenas ir para o seu quarto?
Já aceitou que perdeu?
O amor que nunca foi de fato.
Já chorou até dormir cansada?
Já acabaram-se as lágrimas?
Já viveu achando que são felizes?
todos os que te perturbaram.
Já dormiu forte como adulto,
e acordou perdido como criança?
Já se viu como filho de Deus,
e quis ter um pouco de esperança?
Já questionou ao menos uma vez....
qual a pergunta que você nunca fez?

Meu Mundo


O mundo desaba embaixo dos seus pés
O mundo desaba em cima de sua cabeça
O mundo desaba a qualquer momento
O mundo está aí para isso.
O mundo desaba em cima de todos,
Ou apenas dentro de você,
O mundo se resume em céu e inferno.
O bem e mal dentro de você.
Eu quis que o mundo fosse perfeito.
Perdi uma parte da minha vida com isso,
Perda, perda, perda ... sensação de derrota;
Vai dizer que você nunca fracassou na sua vitória?
Eu quis as cores mais vivas possíveis,
Não podia rascunhar no meu céu.
Eu quis ser feliz vendo os outros felizes,
Mas que inferno eu vivia, eu sendo a cruel.
O mundo não é de todo mundo.
As vezes ele nem é seu também,
O mundo é de poucos vagabundos,
que possuem a liberdade para ir além.
O mundo não traz segurança,
muitas vezes ele não traz nada de fato,
Mas essa tal dessa experiência,
Vale mais que muito contrato.
O meu mundo desaba aos poucos.
Debaixo dos pés que nunca estão firmes.
Quando não é amizade, é amor, que sufoco!
Queria respirar os ares dos loucos.
Ainda bem que para ser feliz eu não preciso,
Agradar os hipócritas desse mundo fantasiado,
Pessoas passam na mesma calçada,
Grandes amores nem olham para o lado.
Eu tenho um mundo que é só meu,
quase ninguém entra nele,
Essa esquizofrenia social, que tal?
Ninguém bagunça o que me custa arrumar.
O mundo é só um bando de gente,
tentando ser melhor que você.
Dane-se o mundo, dinheiro, profissão.
Sentir que respira e que bate o coração...
O folego que falta no nosso dia a dia,
Muitas vezes está no mundo do nosso quarto.
Dane-se esse mundo, que desabe de uma vez,
Não pertenço a essa cadeia de sofrimento.
Quer ir vá, quer ficar, seja inteiro.
Meu mundo é para poucos, poucos verdadeiros.



Presença

Não sabia a diferença entre a presença e o nunca estar. Eu não soube desde sempre, Eu nunca estava lá. Só algo que já passou, Ou semp...