sexta-feira, 25 de abril de 2014

Apocalipse


O tempo pode ser cruel,
Quando se trata se amor.
O tempo pode ser a paz,
A alegria e o sabor.
O tempo pode passar,
Mas leva tanto de nós,
Queria saber amar,
Mas isso o tempo não faz.
Quando se trata de amar,
O tempo se faz inimigo,
Tem a cura prometida,
Um pedaço de apocalipse.
Eu queria navegar novos mares,
descobrir amor na inconstância,
Gostar do sabor e de novos ares,
Amar plenamente feito criança.
O tempo pode ser um pai,
Brigando com o filho amado,
O tempo pode abandonar o amor,
e o coração é um filho bastardo.
Vamos todos envelhecendo,
célula a célula, pouco a pouco,
Mas o amor que bate no peito,
é o mesmo de quando o mundo era pequeno.
Injusto ele passar,
e levar os sonhos de tanta gente,
Eu só queria ter tempo de amar,
e não ter que lutar pelo pra sempre.
O tempo não cura o amor,
há tempos acreditei nisso,
Acabou que amei o tempo todo,
um amor que nunca é envelhecido.
Eu te amo , maldito!
Eu te amo ha tempos demais.
Tem coisas que não saem do peito,
Amor de fim de mundo,esse não sai.
Apocalipse, juras demais.
Acaba logo tudo ...
O tempo gosta da tortura,
De me deixar viver intacta um dia a mais.
Tempo, seja amigo meu,
Tempo, dê as suas voltas.
Tempo, acabe com esse mundo,
antes que esse amor acabe comigo.
Que venham ondas de calor,
terremotos e tsunamis,
que o mal roube o amor,
e que os infelizes nunca mais se enganem.
Que venha todo o mal,
e tire o véu da ilusão,
eu não quero a piedade,
De quem não viveu a própria destruição.
Anjos com suas trombetas,
anunciam o grande dia,
morram todos os que sentiram amor,
para sermos iguais em outras vidas.
Amar é arder em pecado,
é morrer no seu dia a dia.
Amor nunca é completo,
Ou falta um pedaço, ou é apenas fantasia.
Anjos e demônios te iludem,
um com amor, outro com o ódio.
Bem ou mal tanto faz.
Não há mal maior que amar ao próximo.
Cavaleiros ou aparições,
Podia ser hoje o grande dia.
Quanto a todas as ilusões?
Morrendo o amor, também eu morreria.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Presença

Não sabia a diferença entre a presença e o nunca estar. Eu não soube desde sempre, Eu nunca estava lá. Só algo que já passou, Ou semp...