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Meu Mundo


O mundo desaba embaixo dos seus pés
O mundo desaba em cima de sua cabeça
O mundo desaba a qualquer momento
O mundo está aí para isso.
O mundo desaba em cima de todos,
Ou apenas dentro de você,
O mundo se resume em céu e inferno.
O bem e mal dentro de você.
Eu quis que o mundo fosse perfeito.
Perdi uma parte da minha vida com isso,
Perda, perda, perda ... sensação de derrota;
Vai dizer que você nunca fracassou na sua vitória?
Eu quis as cores mais vivas possíveis,
Não podia rascunhar no meu céu.
Eu quis ser feliz vendo os outros felizes,
Mas que inferno eu vivia, eu sendo a cruel.
O mundo não é de todo mundo.
As vezes ele nem é seu também,
O mundo é de poucos vagabundos,
que possuem a liberdade para ir além.
O mundo não traz segurança,
muitas vezes ele não traz nada de fato,
Mas essa tal dessa experiência,
Vale mais que muito contrato.
O meu mundo desaba aos poucos.
Debaixo dos pés que nunca estão firmes.
Quando não é amizade, é amor, que sufoco!
Queria respirar os ares dos loucos.
Ainda bem que para ser feliz eu não preciso,
Agradar os hipócritas desse mundo fantasiado,
Pessoas passam na mesma calçada,
Grandes amores nem olham para o lado.
Eu tenho um mundo que é só meu,
quase ninguém entra nele,
Essa esquizofrenia social, que tal?
Ninguém bagunça o que me custa arrumar.
O mundo é só um bando de gente,
tentando ser melhor que você.
Dane-se o mundo, dinheiro, profissão.
Sentir que respira e que bate o coração...
O folego que falta no nosso dia a dia,
Muitas vezes está no mundo do nosso quarto.
Dane-se esse mundo, que desabe de uma vez,
Não pertenço a essa cadeia de sofrimento.
Quer ir vá, quer ficar, seja inteiro.
Meu mundo é para poucos, poucos verdadeiros.



Comentários

  1. Diana Dias de São Paulo6 de abril de 2014 16:59

    Muito lindo, vc escreveh muito bem!!!!!!!

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A morte da menina

Morreu ela.
Coitadinha.
A menina,
menininha.
E agora,
Quem enterra?
Quais as culpas,
morrem com ela?
Você que vive,
Me diga por favor,
Como é viver
Sem ser digno?
Morreu você,
Morreram todos.
Andam sem saber,
Que todos somos.
Somos culpados
e inocentes,
Sangue derramado,
Vida inconsequente.
Você é melhor que o morto?
Na escala de quem?
Você se faz melhor que outro,
só por rezar e dizer amém?
Amém uns aos outros,
malditos infelizes.
Não adianta fazer tatuagem,
nas suas cicatrizes.
Vocês a mataram,
Ela morreu sem saber.
Que com a força que ela tinha,
não dependia de vocês.
Morram nos seus casamentos,
morram nas suas rotinas,
Mas não se achem mais vivos,
Que aquela formalizada morta menina!

Rei

Acaba com tudo,
acaba com isso,
Ó poderoso, rei dos reis.
Acaba com o mundo,
Ou muda tudo,
Ó poderoso, eu sou, eu sei.
Será que está assistindo,
Qual prazer isso lhe dá...
Será que mora em todo mundo,
Qual a maldade escolheu inventar.
Se fosse eu criador
Não teria criaturas sem amor.
Mas dão o nome de liberdade,
E ficam expostas as verdades.
Olho para o céu, ou para o mar.
A perfeição é tanta...
Mas está difícil caminhar.
Dói a garganta, arranha.
Se eu soubesse que é bom o lado de lá,
Eu iria agora mesmo.
Mas será a fé apenas um desespero
da vida adulta na infância.
Acaba com a dor, ou me ensina
Como ser daquelas pessoas que sabem sorrir.
Se existe uma luz de verdade aí em cima,
Ilumina o mundo e caia sobre mim.
Será a vida somente isso,
Luta e respira tão pouco.
Ainda bem que o amor é ilusão,
Pois só ilusões dão sentido a esse mundo tolo.

Momento

Não era esse,
Não era essa,
Não era ele,
Não era ela.
Aguarde o próximo
ônibus, emprego, amor.
Fica pra próxima,
Depois eu te ligo.
Somos passagens,
Mas eu sou flutuante.
Alguns são paisagens,
Eu sou um instante.
Nessa passagem de vida,
Nada levo comigo,