domingo, 20 de abril de 2014

Misoginia



Quem poderá julgar
Se é terra ou mar,
Se falta amor ou cor,
Se dá falta de ar.
Quem poderá dizer
Que não dá para se envolver,
Que tenho muito o que aprender,
Que não tem que ser você.
Muitos mundos, muitas cores,
Muitas pessoas,muitos amores.
Mas você tem o seu lugar,
Você me faz superar.
Foi com você que eu perdi o chão,
Foi você que me tirou a segurança,
foi você que me ensinou a arriscar,
foi com você que deixei de ser criança.
Gostaria de te dar cores novas,
viver novas aventuras,
Ser a rainha de seus amores,
ser a deusa das meninas.
Gostaria de sonhar os seus sonhos,
ser amiga e ser sua amante,
Ser mulher sem tantos títulos,
Gostaria que estivesse sempre comigo.
Será essa uma forma de amor?
Será eu que tenho muito o que aprender?
Será que estou agora apaixonada?
Será você que não me vê como amada?
Alguma coisa aconteceu...
Erramos juntos, na mesma história.
Algo em nós se perdeu,
E eu não quero nenhuma glória, nenhum titulo que já morreu.
Eu sei que terei de deixá-lo ir,
quando o amor encontrar teu peito,
eu não serei nada pra ti,
serei a menina sem segredos.
Essa forma de amar, nada justifica.
Eu tenho que te deixar,
toda vez que te beijo,
você vai e nada em mim fica.
Essa vazio de te querer,
que se preenche em alguns momentos,
é uma ilusão a dois,
que não se vai com o tempo.
Essa forma de amor,
que em migalhas me traz alegria,
é uma forma de prazer,
ou mera misoginia.
Estando errada ou certa,
eu tenho que seguir.
Seu abraço que liberta,
a história completa, nunca vai existir.
Quem poderá julgar,
além de nós dois,
se amar é ter pra sempre,
ou nunca pensar no depois.


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