sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Não Quero



Eu não quero falar ,
Eu não quero falar sobre...
Eu não quero falar com...
Eu não quero falar nada.
Eu não quero me explicar,
Eu não quero impedir,
Eu não quero ficar,
Eu não quero ir.
Eu não quero me sujeitar,
Eu não quero te sugerir,
Eu não quero me implorar,
Não quero ter que pedir.
Não quero amor,
Nem paz, nem guerra.
Não quero nada que possa levar,
Não quero nada que possa ostentar,
Não quero nada que gere perguntas,
Não quero respostas vazias.
Quero leveza na alma,
sem nó na garganta,
Quero fluidez no agora,
Quero um coração de criança.
Eu não quero muros,
Não quero lutas,
Não quero falsas vitórias,
Quero amor puro.
Quero joelhos no chão,
e braços abertos,
Sentindo a alma se comunicar,
Com o que dessa vida é certo.
Quero, quando eu for,
Que se lembrem do meu amor,
Que se lembrem da amizade e da força da vontade.
Espero não ter sido guiada pela ganância, arrogância ou coisa assim.
Quero o ar no pulmão, pessoas no coração e ter fé pra ser feliz.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Morte


Morreu o amor.
Morreu o sonho.
Morreu até a dor,
De não contar mais um conto.
Morreu a verdade,
Morreu a mentira,
Morreu a ignorância,
Morreu a falsa sabedoria.
Morreu a criança,
Com bolhas nos pés,
Morreu bailarina,
Morreu a mulher.
Morreu a cor do céu,
Só se via cinza...
Morreu o futuro,
Porque ficou naquele dia.
Morreu o caminho,
e agora como seguir?
Morreu a fada madrinha,
O castelo de areia e a princesa teve que partir.
Morreu a areia,
O mar, a lama...
Morreu a teia,
A presa e a aranha.
Morreram os sonhos tão infanto-juvenis!
Morreu a estrada,
Nesse labirinto, como vou sair?
Morreu a saudade,
Até a tristeza teve que morrer!
Morreu tudo o que fez parte,
A lágrima, a dádiva, o querer.
Morreu tanto amor,
Mas carrego esse feto ainda em mim.
Carrego o velório, o enterro,
Até a morte não tem fim.
Morreu a saudade, a necessidade, o futuro.
Morreram as inciais, morreu minha paz,
Morreu minha cor.
Mato-me aqui, mas não deixo de seguir,
Ainda há a minha carne!
Morreu a menina, a mulher, o sonho, a festa, o céu, a lua, o castelo, a flor, o bolo, a risada, a surpresa, a saudade, a reconciliação, a dor. Morreu tudo em mim, porque em ti morreu o amor!

domingo, 9 de novembro de 2014

Indefinidos



Não sou tua,
Nada espero de você.
Não te domino,
Nem domino seu querer.
Nada me surpreende,
Nessa sua falta de amor,
Nada em você me prende,
Nessa instabilidade sem dor.
Não dói, não seca,
Não cede, Nem nada.
É um vazio cheio de nada,
É um sentimento que precisa ser guardado,
É um sentimento que faz tudo ser pecado,
É um amor que não nasceu para ser amado.
Não sou eu...
É você quem distancia,
É você quem restringe,
Vivemos essa fantasia.
Esse amor gélido,
Esse amor escuro,
Esse amor que não existe,
E não pode ser maduro.
É você que não me tem,
É você que se isenta,
É você que age como se fosse nada,
Esse amor que sufoca.
E nessa linha desfiada,
Arrebenta o destino,
A gente se desata,
Querendo estar perto.
É você que não faz questão,
Eu fingo que não ligo,
Esse amor vai morrendo,
Em mim procurando abrigo.
Não somos dois,
Mas sempre seremos um,
Pagaremos por nosso orgulho,
Não somos o que sempre seremos.
Amantes, sem definição.

Minha Luz


Apagaram minha luz,
Qual é o caminho da escuridão?
Pisaram em meu jardim,
Arrancaram as flores do meu coração.
Tantos sons, tantas imagens,
Tantos palpites e eu perdida.
Tantas cores que eu tinha,
Tanta vida a ser vivida.
Eu tinha alguns conceitos,
E transformações,
Tiraram meu direito,
Limitaram minhas ações.
Eu só estava vivendo,
Eu estava tão só.
Eu só estava querendo,
E acabei fazendo um nó.
Não podia querer tanto,
Não podia viver minha emoção,
Tinha que ser tudo perfeito,
Arrancaram meu coração!
Eu segui no caminho escuro,
E afastaram os amigos,
Levaram tanto de mim,
E nada de mim ficou comigo.
Eu tive que reascender,
Eu tive que ressurgir,
Eu tive que reviver,
E buscar o sol em mim.
As vezes eu ainda caio,
As vezes eu ainda lembro,
Mas tudo o que eu passei,
Me fará mais forte com o tempo.

Presença

Não sabia a diferença entre a presença e o nunca estar. Eu não soube desde sempre, Eu nunca estava lá. Só algo que já passou, Ou semp...