quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Leve Desespero

O meu desespero me domina,
mas eu nada falo.
Com meus olhos de menina,
Eu apenas me calo.
O meu desespero é como um filho,
que nasce de minhas entranhas,
Que não sabe andar,
Que não pode falar.
O meu desespero é leve,
Como uma pluma que o vento leva,
O meu desespero não berra,
Ela apalpa as trevas.
O meu desespero é irônico,
Ele é devastador,
O meu desespero é metódico,
Ele gosta de sentir dor.
Ele está dentro de mim,
e grita para sair.
Eu não grito com ele,
Para ele não fugir.
O meu desespero já foi afobado,
Hoje ele é observador,
Quando há uma leve paz,
Ele se torna ameaçador.
O chão foge dos pés,
O céu é limitado demais,
O meu desespero é tão meu,
que só em mim encontra paz.
Só ele eu sabemos
O que é estar em um lugar, vivendo uma vida,
e sonhar com dia seguinte, com lembranças perdidas.
O meu desespero pede um tempo,
e pede para que eu tenha esperanças,
Ele chora com facilidade,
O meu desespero é uma criança.

Presença

Não sabia a diferença entre a presença e o nunca estar. Eu não soube desde sempre, Eu nunca estava lá. Só algo que já passou, Ou semp...