sábado, 20 de setembro de 2014

O Castelo tinha um calabouço

 
Vai ter festa no castelo!
Preparem os melhores trajes!
Contratem os melhores músicos,
Chamem os melhores alfaiates!
Chamem os súditos e os serviçais,
Chamem as moças do reino,
Chamem as crianças que dançam,
Chamem todo a cidade!
Façam um grande banquete,
Decorem todo o castelo,
Comemorem dias inteiros,
Sorriem sorrisos sinceros!
Mas não cheguem ao calabouço,
Lá não há nada de bom...
Lá não há o que ser visto,
Ali só tem escuridão.
Andem por todo o saguão,
Chequem o sabor e a temperatura,
Tudo tem que estar perfeito,
E que comece a primeira dança!
Quem venham o rei e rainha,
Que venha a princesa sem seu príncipe,
Que se façam todas as ironias,
Que tudo seja uma grande festa.
Que todos comecem a ir embora,
Depois do cansaço tomar conta,
Que o rei tenha orgulho da princesa que ninguém tocou,
Que a rainha a veja sempre criança.
Que ninguém siga a princesa a todo instante,
e não vejam que ela chora...
O que ela foi fazer no calabouço?
Cessam- se as luzes, a musica, a festa.
A Princesa perfeita acabou com a festa!
E agora rei e rainha?
Terão que limpar tudo de novo?
Vejam só, ela foi para o calabouço,
Para não atrapalhar a festa de todos!
Mas porque ela não estava bem?
O anuncio demorou para ser feito,
Ela não soube que seria feliz, dali a apenas alguns minutos!
A festa era surpresa, seu príncipe  viria de outro reinado,
Não deu tempo de contar para a precipitada, que a festa era para ela!
O que será que ela pensou?
Achou que era apenas mais uma hipocrisia...
E o amor que tinha no peito, ditou as regras de sua fantasia.
O amor de sua vida, desde a infância, mas quem diria!
Chora ao lado do corpo inerte, a aliança que ele faria.
A festa virou funeral,
Não é assim que  mudam as coisas...
Porque não esperou princesa, a festa acabar? Machucou muitos corações...
E você, em qual fato baseia suas decisões?

Quase Morte


Já vivi muitas 'quase mortes',
Já matei centenas de quase vidas...
Já respirei embaixo de um mar,
Mas era apenas areia movediça.
Já vi luzes em um túnel,
Vultos brancos, eram anjos?
Não importa, eu sempre voltei,
Aqui abro os olhos outra vez.
Quantas vezes você voltou,
Desde a sua infância?
Quantas vezes a vida quase foi,
Mas havia um brilho em você criança.
Luto para viver,
Luto para não ficar morta e viva.
Você já pensou que teria sido melhor,
Se tudo isso tivesse acabado ali?
Quase vida, é trágico!
E as coisas que não deram certo?
E as pessoas que lutam pela sobrevivência?
Elas só querem ter o que você tem.
E você que tem a quase vida,
O que vai fazer com ela?
Quase morte, mais uma vez?
Morrer é o melhor que você fez?
Pessoas lutam apenas para poder pensar o que fazer depois,
Você luta apenas para não ter que fazer nada agora!
Será que não deu certo mesmo,
Ou eu que não li a minha própria história?
Já vivi tantas Quase Vidas...
Momentos de pensar que era felicidade.
O mesmo anjo que me guardou na infância,
Me diz que quase viver não condiz com a realidade.
Saiamos dessa linha tenue,
Morrer e viver nunca é opção sua!
Já vimos que se for pra ficar aqui,
Temos que lutar apenas por uma razão, seja o que for, a vida sempre continua!

Presença

Não sabia a diferença entre a presença e o nunca estar. Eu não soube desde sempre, Eu nunca estava lá. Só algo que já passou, Ou semp...