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Falsa Paz



Quantas vezes  é capaz de morrer?
Tantas quantas forem desnecessárias.
Quantas vezes uma mesma marca vai doer?
Tantas quantas forem relembradas.
Quantas dores lhe mostram quem é?
Quantas voltas que a sua vida deu?
Quantas vezes é preciso recomeçar...
E se recomeça sempre do final.
Quantas lágrimas compram a paz?
Quantas lembranças podem voltar por nada...
Queria reescrever a minha história,
Mas a atual não pode ser ignorada.
Quantas partes de mim estão hoje espalhadas?
Entrego-me por puro capricho meu e seu prazer,
Achando que não mereço ser amada.
Dar sem receber é a pior forma de viver.
Quantas ilusões cabem numa vida?
Quantas devem ser alimentadas?
Se a realidade sempre machuca...
Como não viver uma vida fantasiada?
Quantos amores cabem em um sonho?
Se tudo é apenas ilusão...
Iludo-me sendo feliz hoje,
Enquanto morre mais uma vez meu frágil coração.
Não toque a minha alma,
Deixe que eu me submeto a tua luxuria,
Quantos caprichos não são atendidos,
em nome dessa falsa paz na alma?
Não responda as minhas perguntas,
nem queira saber bem que eu sou,
A falsa paz que seu sorriso me dá,
Combina imperfeitamente com o falso amor meu.

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A morte da menina

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