domingo, 29 de março de 2015

Não perdi a fé


Não perdi a fé na vida,
Nos meus sonhos existem cores.
Ainda gosto de banho de chuva,
Apesar de carregar algumas dores.
Não deixei de acreditar,
Ainda prezo minhas amizades,
Não deixei de saber amar,
Apesar de esquecer as vaidades.
As borboletas ainda me encantam,
E observo quando há flores no asfalto,
As vezes eu esqueço os problemas,
Apenas olhando para o alto.
Não esqueci o que são sonhos,
É que as vezes preciso relembrar,
Que assim como passam as alegrias,
As lágrimas também vão passar.
Eu ainda ando descalça,
Eu gosto do balanço da rede,
Eu ainda vejo portas,
Onde alguns veem apenas paredes.
Eu não perdi a fé nos detalhes,
Os milagres existem aos montes,
Eu guardo uma colcha de retalhos,
e vale mais que um diamante.
Eu não perdi a fé nas pessoas,
É que as vezes criamos projeções,
Não sou apenas fracassos,
Nas minhas tentativas vivi valiosas emoções.
Ainda me pego sendo ingenua,
menina boba apesar de mulher feita,
Desejos e sonhos tão sutis,
Simples ambições moram em mim.
Não perdi a fé na vida,
Eu quero é ser feliz,
E todas as dificuldades,
São a base de minha raiz.
É nisso que eu me faço,
Cresço e apareço,
Quem tem fé tem tudo,
E felicidade eu mereço!
Eu faço uma oração,
Com o meu coração de criança,
Não perdi a fé nos meus sonhos,
E feliz é aquele que tem esperança!

sábado, 28 de março de 2015

Sexta Feira

Não mudaram as sextas feiras.
Os dias da minha semana,
Continuam tendo as mesmas vinte e quatro horas,
Mas as horas já não são as mesmas.
Mudaram as obrigações,
E eu nem percebi.
Meses tão iguais,
Escondiam tanto de mim.
Uma semana inteira,
Um mês completo,
Uma certa maneira,
De querer estar perto.
Um final de semana,
Talvez num acampamento.
Uma cidade inteira,
E cabelos ao vento.
Esperando os amigos,
Para conversar sobre tudo,
Dançando até cansar,
e que se dane o mundo.
Alguns que foram viajar,
E famílias se formando,
E o tempo a voar,
E eu fico aqui pensando.
Alguns problemas adultos,
E as mascaras caindo,
Algumas lágrimas ocultas,
Segredos que foram vindo.
De repente os sábados e domingos,
São do amor de sua vida,
E quando se pensa em tempo perdido,
É esse tempo que se contabiliza.
O que é o tempo perdido?
Qual foi o tempo que ganhei?
Essas ultimas sextas feiras,
nenhum amigo esperei.
E assim fantasiada de rotina,
Vem a vida e tanto nos ensina,
Eu nasci numa segunda feira,
E tantas depois já viveram a menina.
É por isso que é tão frágil e valioso,
O tempo de quem se ama,
Porque pode ser que num domingo,
Não se veja mais aquela pessoa.
E é assim que se vive,
Sem segredo ou grande dia,
A vida não é um grande evento,
A alegria mora na rotina.
Não mudaram as sextas feiras,
Fui eu quem mudou nos últimos anos,
Aprendendo com erros, amigos e planos.
Te liguei porque essa semana decidi viver meus sonhos.

terça-feira, 24 de março de 2015

Necessidades


Eu preciso me jogar.
Pode ser de um penhasco,
Pode ser de uma escada,
Pode ser de uma palavra.
Eu preciso arriscar,
Pode ser uma aposta,
Pode ser uma vida,
Pode ser uma morte indefinida.
Eu preciso tentar,
Pode ser que dê certo,
Pode ser decepção,
Pode ser que entregue o coração.
Eu preciso gritar,
Pode ser que incomode,
Pode ser que eu minta,
Mas preciso falar o que me atormenta.
Eu preciso ser feliz,
E não é aqui onde estou,
O lugar que terei o que quero,
E nem se trata de amor.
Eu preciso viver,
Ou tratarei de terminar de morrer,
Porque essa meia vida,
É a pior forma de quase morte.
Eu preciso sentir,
Sem pensar no que vão pensar,
Prestar atenção em mim,
E me deixar realizar.
Eu preciso amar,
Ainda que não seja verdade,
Eu preciso atender,
As minhas necessidades.
Chega de pensar no outro,
Chega de abrir mão de mim.
Chega de escutar os loucos,
Tenho uma vida inteira em mim.
Eu preciso me jogar,
E fechar os meus olhos,
Se eu cair ou voar,
Serão méritos próprios.

domingo, 22 de março de 2015

Mera Formalidade

Resultado de imagem para escrevendo carta
Formalizo a minha despedida.
Formalizo o final de tudo,
Formalizo a minha saída,
O final da vida neste mundo.
Meras formalidades,
Um pouco de educação,
Num mundo de covardes,
A coragem gera solidão.
Morri ao chorar feito criança,
Quando descobri minhas verdades.
Morri ao perder as ilusões,
E fiquei com a dura realidade.
Morri quando concordei,
Mas eu queria mesmo era gritar!
Morri quando dei a minha vez,
Depois de tanto esperar.
Morri quando deixei que você fosse,
Como se viver fosse tão fácil.
Morri quando chorei de saudade,
E vi desfazer importantes laços.
Eu queria receber notícias.
Amigos tão queridos um dia,
O amor da minha vida indo embora,
E eu fingindo que tinha alegria.
Formalizo o enterro dos meus sonhos.
São crianças que nunca crescem.
Eu queria olhar nos seus olhos,
e dizer a verdade que me entristece.
Eu disse não, eu abri mão.
Eu briguei por causas e pessoas,
A forma como me vi,
A maneira como vivi.
Esse uso errado que fiz de mim.
Não era só mais um na multidão,
Eu não escutei meu próprio coração.
Formalizo a minha decisão.
Toda vez que errei, toda vez que não liguei,
Toda vez que abri mão de algum sonho,
Decidi morrer um pouco.
E agora morra essa pessoa que nada queria,
Que se lamentou, que se evitou.
Renasça de novo uma pessoa inteira,
Morra agora essa verdade meia.
E se eu pudesse voltar no tempo,
Teria realizado todos os meus sonhos,
Teria tido menos ódio,criticado menos,
Teria vivido o amor em seu tempo,
E não teria perdido meus amigos.
Formalizo a minha ida,
Ou  morro ou renasço,
Viver esse coma consciente dos meus sonhos,
Não será mais a opção que me encaixo.
E se ainda restar tempo de ser feliz,
Irei um dia atrás do seu sorriso,
Formalizarei a vida que está em mim,
Dando-lhe o amor que tanto tenho comigo.
Quando não se vive sua verdade,
Viver ou morrer é mera formalidade.
E esse amor incubado,
E essas opiniões de quem não sabe,
Jogo tudo para o alto,
Quero viver a minha verdade!
Despeço-me da dor,
Despeço-me de tudo o que não me faz bem,
Abro a porta para o amor,
Quero a vida com todo o desafio que ela tem.

domingo, 15 de março de 2015

Nosso Tempo

Resultado de imagem para tempo
O tempo pára!
Mas ele nunca esperou.
Ela fica e fixa no seu olhar.
Incrivelmente  ele parou.
E o tempo que eu perdi,
Com tudo o que foi vida,
Sofrimento,mentiras e brigas.
Não vale nada agora.
O tempo é hoje,
É esse rever de olhos,
É esse contato contigo,
Que me faz ver tão real quem sou.
Será você a minha ilusão?
Será você o meu amor?
O tempo foi embora,
Escorreu entre meus dedos,
Enquanto eu crescia,
O tempo foi aos ventos.
Mas esse tempo aqui parou,
Dentro dos teus olhos,
Olha em meus olhos,
Observa a nudez da minha alma,
O tempo que te move,
É o mesmo que me para.
Eu sonhei com esse momento,
E talvez seja nosso o tempo,
E se o amor realmente existe,
O tempo virá a nosso favor.
Não sei se será para o resto da vida,
Mas a vida veio quando você me observou.
E o tempo já nem importa,
idade, número ou fase,
O tempo é de resgatar,
Qualquer forma de amor que nos cabe.
Esse reencontro pode passar,
Mas será uma lembrança eterna.
O tempo que me fez te amar,
Faz o tempo com você valer toda  a espera.
E tudo o que eu já passei,
E todos que conheci,
Foi só para eu crescer,
Para estar em tempo de novo aqui!

sexta-feira, 13 de março de 2015

Desejo


Desejo que me deseje,
Desejo que possa tentar.
Desejo que a sua sede,
Seja do meu salivar.
Desejo que que a minha pele,
Possa ser arranhada por suas unhas,
Desejo que não baste,
Saber que não sou tua.
Desejo que o seu suor,
Possa não ser escondido,
Desejo que realize,
Seus desejos comigo.
Desejo que essa química,
Acione os sentidos,
E que para as realizações,
Os sentidos sejam perdidos.
Desejo tirar seu juízo,
E ter o que me lembrar,
Desejo que sinta comigo,
A mesma falta de ar.
Desejo que de tanto desejo,
Acelere seu coração,
Desejo que o meu beijo,
Seja a sua forma de paixão.
Desejo que o sangue ferva,
E que possamos perder o juízo,
Desejo ser seu pecado,
Desse desejo reprimido.
Desejo que todos os nossos desejos,
Possam ser entrelaçados,
Pois só de sentir seu beijo,
Já não desejo outros lábios.
Desejo que libere o instinto,
E tudo possa acontecer,
Esse desejo é meu castigo.
Você é o pecado que eu quero cometer.
Desejo que o meu toque,
Possa valer o momento,
Vamos viver os desejos,
É isso que deseja o tempo.
Desejo que possamos ir aos céus,
Como se não precisássemos de mais nada,
Desejo que a entrega seja inteira,
Sem precisar de palavras.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Recuar


Recuar é necessário.
As vezes você precisa guerrear.
Mas as vezes é preciso guardar as armas.
E ver tudo se acalmar.
Eu mato o tempo e morro um pouco,
E as minhas esperanças, cadê?
Eu amo a vida mas é tão difícil,
Que nem me assusta mais morrer.
Retiro o que disse,
Retiro tantas opiniões.
Eu quero respirar fundo,
E sentir bater os corações.
A energia que não se renova,
Nunca será a minha vez?
Esse viver para um dia,
Faz morrer qualquer fantasia.
O tempo não perdoa,
A vida nem sempre faz sentido.
Queria recomeçar todo dia,
Ser novamente a dona dos meus sonhos.
Desisto de tudo agora,
E tudo talvez seja nada.
Sem amor, sonho, motivo.
Sem razão para pensar em nada.
Eu sigo novamente e avante,
Mas não sei o que esperar,
O que me leva adiante,
É apenas o passo sem pensar.
Recuar, guerrear, guardar as armas e as palavras.
Estou no momento de esperar,
Perdoar os erros, as mágoas.
O seu amor talvez me salvasse,
Desse ciclo que virou minha vida.
Eu nunca vou saber se existe amor,
E sem amor a vida é vazia.
Quem sabe um dia eu pegue os cacos,
E refaça meu coração.
O tempo não me esperou,
Eu corro da vida e da sua ilusão.

Presença

Não sabia a diferença entre a presença e o nunca estar. Eu não soube desde sempre, Eu nunca estava lá. Só algo que já passou, Ou semp...