domingo, 21 de junho de 2015

Guerra particular

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Desviei de tantas coisas.
Jogaram pedras, atearam fogo.
Eu não conseguia respirar,
Eu não sabia as regras do jogo.
Tive tantas vezes que lutar,
Que esqueci do compromisso,
Me tirei o direito de sonhar,
e falhei demais comigo.
O meu ombro ficou pesado,
de tanto ser amigo,
O mundo foi carregado,
e nunca se importaram comigo.
Eu pensei que estava certa,
E falsos aplausos soaram,
Um vez que a verdade foi descoberta,
Todas as amizades fracassaram.
Eu estava no tiroteio,
Emoção, ódio, escolhendo quais seriam minhas culpas.
E essa coisa de paixão,
Foi a primeira a perder a luta.
Eu estava suja, sozinha, derrotada.
Ouvia as vozes que apoiei.
Elas falavam de minhas fraquezas,
E eu sofri na mesma proporção que confiei.
Eu fechei os olhos tantas vezes,
Para tentar mudar aquela história.
Mas a fantasia só atrapalhou,
As dores já estavam na minha memória.
Eu tinha que seguir sozinha,
Ferida, machucada e derrotada.
E todos foram felizes,
Nessa história muito mal contada.
As vezes eu queria
 ter nascido pro amor,
Ter amigos de verdade,
Não me entregar a dor.
Eu segui me arrastando nessa  guerra sofrida,
Eu tive que me armar,
Enquanto ostentavam suas próprias conquistas.
E agora estou perdida,
Eu penso que atravessei o mar,
Mas no fundo dos meus olhos,
Eu me vejo no mesmo lugar.
Só queria que fosse mais fácil,
E que tudo não fosse uma luta.
O preço que eu pago,
É por seguir a minha conduta.
E não importa se há pessoas,
ou coisas na minha linha,
Se eu não tiver seu amor,
Eu sempre estarei sozinha.
Se eu seguir feito um espectro,
Que não tem direito a emoção...
Que acabe o meu fôlego,
Que pare esse coração.
Se tocarem o meu corpo,
Minha alma jamais vão tocar,
Sigo criando táticas de sobrevivência,
Nessa minha guerra particular.

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