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Andei pela praia com meus pés descalços,
Revi minha história nas ondas do mar,
Segurei com firmeza os meus sapatos,
Era o momento de me reencontrar.
Foram tantas coisas e tantos sentidos,
Sentimentos que não sei explicar,
Decepção, ilusão, sonhos infantis,
Mataram a criança dentro do meu olhar.
De repente o que importa é o que fica,
Se não sinto a angústia a me dominar,
e se sozinha eu sigo, mas sozinha não me sinto,
Estou aprendendo o que é me amar.
E se nessa história eu pudesse apagar algo,
Tiraria as lágrimas que não valeu derramar,
Tiraria a falta de dizer o que senti,
Tiraria a consideração que tive por eles,
Pois não sobrava nada para mim.
Tantos laços teriam sido desatados,
Tanta gente que sabia dos meus sonhos,
Manipularam a menina afagando seu cabelo,
Mentiram, incentivaram e apontaram os dedos.
Mas ela aprendeu e cresceu com tudo aquilo,
As questões, os amores, os nãos, os gritos...
Tudo faz um sentido agora,
Sente a paz de quem lutou pela vitória.
Para viver é preciso conhecer a própria força,
Lutar por si mesmo e não para ter coisas,
Realização pessoal pode estar numa tarde,
Sentindo o sol e a paz que te invade.
O que esperam de mim eu já nem sei mais,
Eu espero ter deixado a dor para trás,
Foi tanta coisa por tanta besteira...
Que Deus me permita viver assim inteira!
Hoje eu sinto que sou uma mulher,
Que tem apreço pelos sonhos e sabe o que quer...
Mas tem dias que eu não sei se quero café,
andar pela praia ou viajar o mundo.
Mas a minha liberdade vem da minha fé,
de saber que eu sou o que vivi, e não o que eu consumo.
O que vai ser depois não cabe a mim,
Vou ser feliz agora!
Quero realização, e não a opinião do mundo.

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