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Mostrando postagens de Janeiro 17, 2015

Funeral

Morreram seus sonhos. Sentiu o gosto da terra. Não contava com ninguém, A vida nunca foi dela. Morreu com tiros, Ou foi afogamento? Na autópsia nada consta, Nunca constou o ferimento. Face de anjo, Morrendo sem asas, Fecharam seus olhos, E rezaram um missa. Fácil morrer assim, Sem incomodar as pessoas, Fácil se despedir, Sem ter lembranças boas. Uma lágrima de sangue, E talvez esteja viva, Um rubor em seu rosto, E acabou a despedida. Desenterrem seus sonhos, Ela voltou! Entre matar e morrer, Ela já escolheu. Agora está muito mais forte, A decisão pela vida não está num corte, Saiam hipócritas, deste funeral, Ela vai ser feliz, e nunca mais igual.

Menina de rua

Menina de rua,
Roupas rasgadas,
Coração vazio,
Ela não tem nada.
Pessoas indiferentes,
Nunca a enxergam,
Como ser melhor,
Sem ponto de partida?
Menina descalça,
Nas pedras tão frias,
Seus pés se machucam,
Na vazia avenida.
Assim que ela se sente,
na sua depressão,
Pessoas mentem
A mentira ou a solidão?
Mas ninguém conhece,
A menina que ela é dentro de si,
Mulher de salto,
Tem que resistir.
Por fora uma mulher,
Focada e decidida,
Mas quando vai sonhar,
Dá boa noite a menina.
Menina nas ruas de seu coração,
Menina nos sonhos queria outra vida,
Sai dessa rua, não chore mais,
Se aconchegue querida, sinta um pouco de paz!