quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Maior medo

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De todos os meus medos,
Tem um que muito me assusta.
Tenho medo dos meus medos,
E dessa minha conduta.
Eu tenho medo de estar errada,
Não que errar não seja humano,
Mas eu tenho medo de caminhar,
E viver complicando.
Eu tenho medo do simples,
De tudo ser realmente fácil,
Eu tenho medo de ter chorado muito,
E ter me feito frágil.
Tenho medo de ir embora desse mundo,
Sem ter simplificado as coisas,
Sem ter respirado o ar da calmaria,
Sem ter vivido meus sonhos.
Eu tenho medo de ter ouvido conselhos ruins,
Eu temo não amar quem eu amo,
Eu temo não ter sabido o quanto sou forte.
Eu temo ter me aprofundado no meu corte.
Eu quero o outro lado da vida,
Antes que ela vá sem pedir licença,
Eu quero a alegria de um momento,
Antes que eu vá embora com o tempo.
E se houver felicidade?
É justo eu não conhecê-la?
Porque esperar de alguém,
é morrer, sem tê-la.
O meu maior medo é o da simplicidade,
Que medo de ser feliz sem saber,
Oh Deus, dê-me coragem,
Para que antes de morrer, eu possa viver!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Carta de despedida




 


Eu não vou tirar a minha vida.
Nem vou fazer escândalo na porta do seu prédio,
Não vou usar nossa história como chantagem,
Não vou te convencer do que pode ser certo.
Eu não vou contar para as minhas amigas,
Nem vou compôr nenhuma melodia,
Vou fingir que nosso amor não existiu,
Assim quem sabe eu vejo a luz do dia.
O que mais me dói de tudo isso,
O que mata a minha alma aos poucos,
É saber que não há compromisso,
E que o meu sentimento é pouco.
Eu não vou ajoelhar no meio da rua,
Nem vou enviar nenhuma carta que fantasiei.
Eu não vou dizer que a culpa é sua,
Nem que você sabia o que nem eu sei.
O pior de tudo isso é que eu não vou fazer nada.
 Seguirei a vida,
Nem sei o que isso significa.
O  pior é essa vida ser ingrata,
Você tem tudo e de repente é nada.
O pior é que todo dia será igual,
E nenhuma dor será deste tamanho,
Vou atender o telefone, trabalhar, ir ao banco.
Eles não saberão que estarei morta,
Porque você já me tirou a vida.
O pior é saber que me rasgo inteira,
Quando rasgo essa sua carta de despedida.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Medo


Dá medo.
Continuar dá medo.
Olhar para o passado dá medo.
Ver quem eu sou, dá medo!
Abandonar quem eu era, deu medo!
Sentir puro ódio,
Morrer de amor, e de saudade...
Tudo dá medo!
O medo acompanha todos os outros sentimentos,
O medo do raio no meio da chuva,
O medo de cair da primeira bicicleta,
O medo do sexo ser sem amor,
O medo de deixar portas abertas.
O medo é o que me incentiva,
Se eu temo sei que devo seguir,
O medo de não ter vivido a infância perdida,
O medo apenas de prosseguir.
Dá medo.
Aí você respira fundo.
Você é adulto agora,
Mas você tem medo.
Ninguém vai te fazer dormir.
Ninguém vai te dizer que está tudo bem.
Não está. Você sabe.
E vai ter que seguir com medo mesmo.
Olhar para o futuro, dá medo.
Porque você não tem todo o tempo do mundo.
Porque quem viu o inferno alguma vez, não esquece.
E mesmo tendo voltado de lá, você tem medo.
Você está forte agora. Mas isso não impede que você tenha medo.
E mesmo que venham apenas coisas boas,
cada dia será um dia.
Respirar fundo e seguir, é tudo o que você tem.
Vai com medo mesmo, afinal, ele ficará e você não.
Acordar de um pesadelo....dá medo.

Presença

Não sabia a diferença entre a presença e o nunca estar. Eu não soube desde sempre, Eu nunca estava lá. Só algo que já passou, Ou semp...