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Indiferença

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Há um tempo parei de pensar.
Não que eu não precise,
Mas é que aquele muito pensa,
Simplesmente não sobrevive.
A sua indiferença foi uma porta,
Que o vento bateu com força.
Tudo o que realmente me importa,
Pra você é coisa a toa.
Há um tempo eu comecei a sentir,
E prestar atenção ao que eu sinto.
Ás vezes eu falo que está tudo bem,
Mas em todas essas vezes eu minto.
Há um tempo desisti de amar,
Não que não acredite no amor.
Mas ele não justifica toda a lágrima,
Ele causou toda a dor.
Há um tempo eu penso que sei viver,
E respiro fundo diante da dificuldade.
Ninguém entra em minha mente,
Todos são superficiais na minha realidade.
Há um tempo eu esqueci que te amo,
E quando eu lembro, eu sinto e não penso.
Há um tempo eu trabalho a indiferença,
Sou indiferente ao meu próprio sentimento.
Se para você eu nunca fui nada,
Não me resta mais palavras.
Não se fala ao coração indiferente,
O que qualquer outro coração sente.
Há um tempo parei de planejar,
De ansiar por qualquer mudança.
É como se eu aprendesse a andar.
E caísse as vezes, como qualquer criança.

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A morte da menina

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