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Mostrando postagens de Maio, 2016

Frio

Frio.
O dia e o meu coração.
Vazio.
Falta de amor ou excesso de solidão.
Um café para viagem.
Uma viagem para entender.
Uma vida não basta para saber,
Qual o jeito certo de viver.
Olhando para o nada,
Pensando no telefonema...
Podia ter te chamado,
Para um passeio e cinema.
Podia ter dançado,
A dança imposta pela vida.
Devia ter me preparado,
Para pequenas despedidas.
Podia ter errado mais,
Tentando ser feliz.
Quem sabe eu teria paz,
e não estaria sempre por um triz.
Frio.Vazio. Meu café está amargo.
Já não tenho o tempo que tive.
Não há verdade em nenhum lado.
Saudade é injusta,
Pois não é simultânea.
Amar sem amor,
De boca em boca, cama em cama.
Cada excesso tem seu preço.
e não arriscar também.
Beber um café amargo,
na casa de alguém.
E você como está?
Por onde tem andado?
Não me julgue, nem me ame.
Dê-me apenas um abraço.
É preciso correr na vida,
Para ver que passa muito rápido.
Tenho a sensação de eterna solidão,
E ser sozinho, também é estar acompanhado.
Frio. Café. Sem fé. Va…

Tem dias...

Tem dias em  que eu acredito no futuro,
Pequenos planos  me enchem de esperança.
Tem momentos  que eu encontro o que procuro,
E acredito na vida, como se fosse uma criança.
Eu esqueço as dores da minha história,
e apenas olho para frente.
Eu esqueço de tudo o que não deu certo,
E vivo como vive toda gente.
Eu me engano sobre o que eu mesma sinto,
Como se eu escondesse as minhas fraquezas.
Eu me tiro o direito de ser menina,
E chorar as lágrimas das minhas próprias represas.
Tem dias que eu saio de mim,
E não me vejo dona do meu mundo.
Tem dias em que eu domino tudo sim,
E não controlar parece um absurdo.
Oscilo entre ser ou não ser,
Ás vezes eu saio do caminho.
E nessa dúvida sobre o que é viver,
Eu ponho meus pés no chão, sempre sozinhos.
É que eu queria que fosse mais fácil,
Como parece ser para tanta gente.
Será que fiz meu coração frágil?
Será que não domino a minha mente?
Tem dias que eu fico feliz por pouco,
Agradecida apenas por respirar.
É como se eu saísse do jogo,
E visse c…

Colcha de retalhos

Desde muito pequena,
Eu sempre me senti perdida.
Fui perdendo de mil maneiras,
Para aprender sobre a vida.
Sempre fora do lugar,
Não pertencia a ninguém.
Até o meu jeito de sonhar,
Me fazia sempre aquém.
Sempre acreditei nas pessoas,
E de uma forma estranha, também no amor.
Mas para crescer perdi a confiança,
Pois eu cresci na dor.
Desde menina me sentia sozinha,
Havia um mundo que ninguém entrava.
Se olhar hoje em meus olhos,
Verá que ha uma barreira para a minha alma.
Desde sempre eu sabia que a vida,
Era uma viagem sem volta.
Faltou conselhos e amor,
Para que a minha viagem fosse sem revolta.
Mas hoje com meu coração quebrado,
Muitas vezes vi que sou forte.
Encarei a vida sem querer,
E mais de uma vez, venci a morte.
As vezes eu queria estar no mundo,
E a ele pertencer...
Pois esse meu andar solitário,
As vezes pesa a angustia do meu ser.
E se o amor outrora inocente,
Hoje se vai sem atalhos.
Volto a ser menina em minha mente,
Dormir com a minha colcha de retalhos.
Dor a dor, estã…