sexta-feira, 27 de maio de 2016

Erros

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Errei ao acreditar.
Tentar e descobrir,
e ainda assim,
Fingir que não vi.
Errei ao me ver sofrer,
e não querer mudar.
Errei ao fingir saber,
Errei ao dizer sim.
Errei ao dar a minha vez,
ao calar a minha voz,
ao falar sobre o que não sabia,
Ao esquecer que tudo mudaria.
Escolhas certas na hora errada,
Pessoas erradas e pouca emoção.
Essa vida desencaixada,
Não cabe amor e nem perdão.
Fazer tudo pelo outro,
E pra isso vender a minha alma.
Lutar errado é perder tempo,
Agitar a vida e manter a calma.
Mesmo sendo tão difícil,
Preciso recuperar meu coração.
Eu o deixei pelo caminho,
Apaguei minha luz e fiquei na escuridão.
Erros são mudanças bruscas,
Caminhar para nunca chegar.
Amar também é errado,
Mais errado é nunca se amar.
Erros são facas no peito,
O tempo não pode parar,
e eu perco meu tempo.
Tudo se vai com o vento.
Errei ao escolher errado,
Mesmo sem saber fazer.
Errado é estar ao lado,
De quem não conhece você.
Queria ter mais tempo,
Para aprender com meus erros.
Queria ter seu amor,
Para acalmar meus anseios.
Menina levanta do chão,
Com seus passos tortos e falsos,
Esqueça aqueles sonhos em vão,
Guarda esse coração no bolso.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Frio

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Frio.
O dia e o meu coração.
Vazio.
Falta de amor ou excesso de solidão.
Um café para viagem.
Uma viagem para entender.
Uma vida não basta para saber,
Qual o jeito certo de viver.
Olhando para o nada,
Pensando no telefonema...
Podia ter te chamado,
Para um passeio e cinema.
Podia ter dançado,
A dança imposta pela vida.
Devia ter me preparado,
Para pequenas despedidas.
Podia ter errado mais,
Tentando ser feliz.
Quem sabe eu teria paz,
e não estaria sempre por um triz.
Frio.Vazio. Meu café está amargo.
Já não tenho o tempo que tive.
Não há verdade em nenhum lado.
Saudade é injusta,
Pois não é simultânea.
Amar sem amor,
De boca em boca, cama em cama.
Cada excesso tem seu preço.
e não arriscar também.
Beber um café amargo,
na casa de alguém.
E você como está?
Por onde tem andado?
Não me julgue, nem me ame.
Dê-me apenas um abraço.
É preciso correr na vida,
Para ver que passa muito rápido.
Tenho a sensação de eterna solidão,
E ser sozinho, também é estar acompanhado.
Frio. Café. Sem fé. Vazio.
Frio seu amor.
Frio esse dia.
Dia ou noite, tanto faz.
Toda frieza é vazia.

Tem dias...

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Tem dias em  que eu acredito no futuro,
Pequenos planos  me enchem de esperança.
Tem momentos  que eu encontro o que procuro,
E acredito na vida, como se fosse uma criança.
Eu esqueço as dores da minha história,
e apenas olho para frente.
Eu esqueço de tudo o que não deu certo,
E vivo como vive toda gente.
Eu me engano sobre o que eu mesma sinto,
Como se eu escondesse as minhas fraquezas.
Eu me tiro o direito de ser menina,
E chorar as lágrimas das minhas próprias represas.
Tem dias que eu saio de mim,
E não me vejo dona do meu mundo.
Tem dias em que eu domino tudo sim,
E não controlar parece um absurdo.
Oscilo entre ser ou não ser,
Ás vezes eu saio do caminho.
E nessa dúvida sobre o que é viver,
Eu ponho meus pés no chão, sempre sozinhos.
É que eu queria que fosse mais fácil,
Como parece ser para tanta gente.
Será que fiz meu coração frágil?
Será que não domino a minha mente?
Tem dias que eu fico feliz por pouco,
Agradecida apenas por respirar.
É como se eu saísse do jogo,
E visse como peças, todos a lutar.
Tem dias que eu choro a noite,
Porque já não vejo saída.
Mas parece que Deus tem planos,
E que tudo é apenas pequenas despedidas.
Tem dias que eu finjo que não te conheci.
E sigo essa vida de pessoa quase feliz.
Mas tem dias que a saudade invade tudo em mim,
E como hoje, tem dias, que eu só queria você aqui.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Colcha de retalhos

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Desde muito pequena,
Eu sempre me senti perdida.
Fui perdendo de mil maneiras,
Para aprender sobre a vida.
Sempre fora do lugar,
Não pertencia a ninguém.
Até o meu jeito de sonhar,
Me fazia sempre aquém.
Sempre acreditei nas pessoas,
E de uma forma estranha, também no amor.
Mas para crescer perdi a confiança,
Pois eu cresci na dor.
Desde menina me sentia sozinha,
Havia um mundo que ninguém entrava.
Se olhar hoje em meus olhos,
Verá que ha uma barreira para a minha alma.
Desde sempre eu sabia que a vida,
Era uma viagem sem volta.
Faltou conselhos e amor,
Para que a minha viagem fosse sem revolta.
Mas hoje com meu coração quebrado,
Muitas vezes vi que sou forte.
Encarei a vida sem querer,
E mais de uma vez, venci a morte.
As vezes eu queria estar no mundo,
E a ele pertencer...
Pois esse meu andar solitário,
As vezes pesa a angustia do meu ser.
E se o amor outrora inocente,
Hoje se vai sem atalhos.
Volto a ser menina em minha mente,
Dormir com a minha colcha de retalhos.
Dor a dor, estão todas costuradas,
Fazendo esquentar meu coração.
Se Deus tiver algo pra mim,
Que seja assim, sem magoa ou solidão.

Presença

Não sabia a diferença entre a presença e o nunca estar. Eu não soube desde sempre, Eu nunca estava lá. Só algo que já passou, Ou semp...