segunda-feira, 26 de setembro de 2016

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Eu não quero voltar lá,
Na fragilidade dos meus sentimentos,
Na infância das inseguranças,
Na mortalidade do pequeno viver.
Eu não quero ficar lá,
No desespero dos raios de sol,
Na miséria da doce ilusão,
Nos planos que são de papel.
Eu não quero estar lá,
No amargo sabor da vingança,
No parado amor da saudade,
No eterno não saber onde vou.
Eu não quero saber mais,
Saber o que me confunde,
Mudar todos os meus sentimentos,
Saber o que sempre será.
Eu não quero chorar mais,
Pelos mesmos motivos de sempre,
Pelas mesmas pessoas que  conhecem
a fragilidade do que é ser eu.
Eu não quero assistir,
A falsa ilusão da sua vida,
A eterna desilusão da minha vida,
Você formando uma família.
Eu quero ir pro futuro,
Desesperadamente preciso.
Pular desse peito inseguro,
e ver que ainda há vida para mim.
Eu não quero voltar nesse passado,
Meu peito não é de aço,
Há anos eu sei sobreviver.
Talvez eu nunca tenha o que não dou,
Talvez eu nunca viva um verdadeiro amor,
Talvez eu seja a sombra que você deixou,
Mas eu não quero voltar lá.
Talvez eu volte a ser quem eu sou.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Injusto

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Vou atear fogo no meu passado,
Vou sangrar até morrer por dentro.
Vou fingir que futuro é controlado,
Vou viver e esquecer que estou morrendo.
Vou engolir as lágrimas salgadas que escorrem,
Vou fingir que foi melhor assim.
Vou mentir que você me amou um pouco,
Mas que não daria certo pra mim.
Vou passar em frente a sua casa,
E lembrar das tardes de domingo.
Somos tão adultos agora,
Porque será que só eu estou mentindo?
Vou amar você eternamente,
O meu medo é o amor transcender a vida.
O meu medo é amor existir de verdade,
E ele ser esse choque de realidade.
Vou seguir no meu desespero interno,
Onde ninguém nunca chegou.
Vou dormir em camas sem amor,
Vou morrer com a sensação de que não passou.
Vou matar a dor com o esquecimento,
Meu veneno é a lembrança do que não vivi,
Nesse mundo tão pequeno que dá voltas,
Vejo fatos que mudam a vida e não tem volta.
Vou cortar os laços com as minhas esperanças,
Vou jogar as cinzas do meu amor ao vento,
Vou fingir que estou bem nos próximos anos,
Mesmo sabendo que até morrer, ou depois, te amo.
Justo amar alguém desta maneira?
justo meu amor não lhe ter serventia?
justo eu seguir meus sonhos tão fraca?
Justo seu sorriso não iluminar meu dia?
Vou atear fogo nesse amor,
Quem sabe sendo cinzas ele se vai.
Escolheria nem ter te conhecido,
Pois o amor foi injusto, justo comigo.


Presença

Não sabia a diferença entre a presença e o nunca estar. Eu não soube desde sempre, Eu nunca estava lá. Só algo que já passou, Ou semp...