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Eu não quero voltar lá,
Na fragilidade dos meus sentimentos,
Na infância das inseguranças,
Na mortalidade do pequeno viver.
Eu não quero ficar lá,
No desespero dos raios de sol,
Na miséria da doce ilusão,
Nos planos que são de papel.
Eu não quero estar lá,
No amargo sabor da vingança,
No parado amor da saudade,
No eterno não saber onde vou.
Eu não quero saber mais,
Saber o que me confunde,
Mudar todos os meus sentimentos,
Saber o que sempre será.
Eu não quero chorar mais,
Pelos mesmos motivos de sempre,
Pelas mesmas pessoas que  conhecem
a fragilidade do que é ser eu.
Eu não quero assistir,
A falsa ilusão da sua vida,
A eterna desilusão da minha vida,
Você formando uma família.
Eu quero ir pro futuro,
Desesperadamente preciso.
Pular desse peito inseguro,
e ver que ainda há vida para mim.
Eu não quero voltar nesse passado,
Meu peito não é de aço,
Há anos eu sei sobreviver.
Talvez eu nunca tenha o que não dou,
Talvez eu nunca viva um verdadeiro amor,
Talvez eu seja a sombra que você deixou,
Mas eu não quero voltar lá.
Talvez eu volte a ser quem eu sou.

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A morte da menina

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