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Mostrando postagens de Março 7, 2016

Novo dia

As vezes um pouco de paz.
As vezes um pouco de ar.
As vezes um pouco de fé,
As vezes basta esperança.
Será que fica mais fácil?
Porque não foi fácil até agora.
Será que me serve um café,
ou devo voltar outra hora?
Eu só queria sentir o sol,
Sem queimar minhas certezas.
Eu só queria esquecer tudo,
E ser forte em minhas fraquezas.
Eu vou me retirar com meu amor,
Vejo que perdemos o nosso encanto.
Eu vou chorar várias vezes,
Para não viver chorando.
As vezes eu sou forte,
Mas nunca é opção minha.
As vezes eu quero acabar com a dor,
Para não me ver mais tão sozinha.
Foi tanto que eu quis,
Que eu perdi minhas energias.
As vezes um pouco de amor próprio,
E esperar um novo dia.

Precipício

Precipício. Desespero.
Eu caí ao longo da vida.
Mexo nos cabelos,
Mas não mexo as utopias.
Eu sabia que seria
terrivelmente amor,
Mas até aí,
Saber não é sentir a dor.
Os dois pés, de uma vez,
Eu nem tentei voar,
As minhas asas já haviam caído,
Um anjo sem auréola.
Esse tempo tão cruel,
essa vida que não espera.
O amor que eu senti,
A mim também desespera.
Eu refém do amor,
Você dono do jogo.
Mas você me ignorou,
E acabou meu tempo.
Se soubesse o que eu senti,
Pelo menos eu tentaria.
Mas saber que não sabe de mim.
Não

Sua Verdade

Como será que é a vida,
De quem nunca perdeu tudo?
De quem sempre acertou?
De quem sempre soube amar?
De tudo que há nessa vida,
Eu só queria que o meu coração
Não tivesse sido quebrado,
O amor não fosse roubado.
Será que há dois lados?
Os que tem a vida plena,
E os que sofrem condenados?
Seria a vida assim pequena?
Eu queria ter um gelo no coração,
Seguir assim sem saber.
Queria ignorar qualquer canção,
Sem amar e sem sofrer.
O que tem a vida para mim?
O que ele me reservou?
Você me tirou tudo,
Porque eu só tinha amor.
Eu queria sentir o gostinho,
Dessa tal felicidade.
Mas você levou os meus sonhos,
Quando me apresentou a sua verdade.

Escada de ilusão

A ilusão é uma escada,
Que sozinha eu subi.
Um degrau por vez,
Para de uma vez cair.
A ilusão é pessoal,
E cada um carrega as suas,
Há quem se iluda, há quem sonha,
Há quem transfira suas culpas.
Eu subi cada degrau,
E para onde mesmo eu queria ir?
Esperei fingindo que não,
Porque esperei dentro de mim.
Ilusão é decepção,
E isso é inevitável,
Mas quem acalma o coração,
Quando a alma se torna violável?
Você arrancou minhas entranhas,
Rasgando com cuidado a minha pele,
Expôs todo o meu sentimento,
Minha alma não é mais leve.
Eu cai daquela escada,
Que nunca me levou a lugar algum.
Iludir-se é se opor ao não,
Que vem de sonhos incomuns.
E agora, qual a justiça?
O que a vida pode me dar?
Eu morta, você ileso.
Porque a ilusão é minha falta de ar.
Agora estou no chão.
Talvez aqui seja mais seguro.
Confundi sonhos com certezas,
Você nunca saberá o que é ilusão e o que é fraqueza.