quarta-feira, 11 de maio de 2016

Colcha de retalhos

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Desde muito pequena,
Eu sempre me senti perdida.
Fui perdendo de mil maneiras,
Para aprender sobre a vida.
Sempre fora do lugar,
Não pertencia a ninguém.
Até o meu jeito de sonhar,
Me fazia sempre aquém.
Sempre acreditei nas pessoas,
E de uma forma estranha, também no amor.
Mas para crescer perdi a confiança,
Pois eu cresci na dor.
Desde menina me sentia sozinha,
Havia um mundo que ninguém entrava.
Se olhar hoje em meus olhos,
Verá que ha uma barreira para a minha alma.
Desde sempre eu sabia que a vida,
Era uma viagem sem volta.
Faltou conselhos e amor,
Para que a minha viagem fosse sem revolta.
Mas hoje com meu coração quebrado,
Muitas vezes vi que sou forte.
Encarei a vida sem querer,
E mais de uma vez, venci a morte.
As vezes eu queria estar no mundo,
E a ele pertencer...
Pois esse meu andar solitário,
As vezes pesa a angustia do meu ser.
E se o amor outrora inocente,
Hoje se vai sem atalhos.
Volto a ser menina em minha mente,
Dormir com a minha colcha de retalhos.
Dor a dor, estão todas costuradas,
Fazendo esquentar meu coração.
Se Deus tiver algo pra mim,
Que seja assim, sem magoa ou solidão.

Presença

Não sabia a diferença entre a presença e o nunca estar. Eu não soube desde sempre, Eu nunca estava lá. Só algo que já passou, Ou semp...