quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Injusto

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Vou atear fogo no meu passado,
Vou sangrar até morrer por dentro.
Vou fingir que futuro é controlado,
Vou viver e esquecer que estou morrendo.
Vou engolir as lágrimas salgadas que escorrem,
Vou fingir que foi melhor assim.
Vou mentir que você me amou um pouco,
Mas que não daria certo pra mim.
Vou passar em frente a sua casa,
E lembrar das tardes de domingo.
Somos tão adultos agora,
Porque será que só eu estou mentindo?
Vou amar você eternamente,
O meu medo é o amor transcender a vida.
O meu medo é amor existir de verdade,
E ele ser esse choque de realidade.
Vou seguir no meu desespero interno,
Onde ninguém nunca chegou.
Vou dormir em camas sem amor,
Vou morrer com a sensação de que não passou.
Vou matar a dor com o esquecimento,
Meu veneno é a lembrança do que não vivi,
Nesse mundo tão pequeno que dá voltas,
Vejo fatos que mudam a vida e não tem volta.
Vou cortar os laços com as minhas esperanças,
Vou jogar as cinzas do meu amor ao vento,
Vou fingir que estou bem nos próximos anos,
Mesmo sabendo que até morrer, ou depois, te amo.
Justo amar alguém desta maneira?
justo meu amor não lhe ter serventia?
justo eu seguir meus sonhos tão fraca?
Justo seu sorriso não iluminar meu dia?
Vou atear fogo nesse amor,
Quem sabe sendo cinzas ele se vai.
Escolheria nem ter te conhecido,
Pois o amor foi injusto, justo comigo.


Presença

Não sabia a diferença entre a presença e o nunca estar. Eu não soube desde sempre, Eu nunca estava lá. Só algo que já passou, Ou semp...