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Mostrando postagens de Fevereiro, 2017

Voltar para você

Voltar para você
Não é apenas te dar um sim.
É ter a certeza de que não me negarei nada.
Voltar para você
Não é te dar uma chance,
E sim respeitar a minha própria.
Voltar para você
Só será uma coisa boa,
Se for enriquecer a minha história.
Voltar para você
É aceitar que cresci com os nossos erros.
É ver que você também mudou.
Voltar para você,
É voltar para mim mesma.
E ver se estou disposta a recomeçar.
É conversar com aquela que eu era,
E ver se ela quer o seu amor.
Voltar para alguém,
É voltar no passado,
Pegar o melhor.
Aceitar os erros, aceitar errar de novo.
Voltar.
Não sei se quero.
Demorei tanto para ser quem eu sou.
Talvez eu não volte, você que esteja no meu caminho novamente.
Voltar eu não quero; quero com você, seguir em frente.

Defeitos

Eu que sempre me vi com razão,
Tive que aceitar que não sabia.
Eu que sempre ignorei o coração,
Tive que sentir que ele batia.
Eu que sempre tive para onde voltar,
Tive que seguir sem saber,
Eu que sempre pensei antes de falar,
Tive que gritar para aparecer.
Eu que sempre achei que o amor fosse para os fracos,
Vi me enfraquecer também.
Eu que sempre me iludi com o futuro,
Tive de ver que estava aquém.
Eu que sempre superei as dores,
Vi que só me escondia mais.
Eu que sempre busquei amores,
Vi que não me amavam mais.
Eu que sempre fui tão segura,
Vi que nunca soube ao certo,
Só me restou ver a luz da lua,
Iluminar meu futuro incerto.
Eu que sempre tive medo do escuro,
Tive que ser minha própria luz.
Eu que sempre joguei tão duro,
Tive que implorar numa cruz.
Eu que sempre fui cheia de nada,
Tive que descer das ilusões,
Eu que sempre achei que o tempo cura tudo,
Tive que ver o tempo deixar as paixões.
Eu que nunca me havia sido apresentada,
Fiquei surpresa com o que me tornei.
Eu que s…

Verdade

Absurdamente me envolvi, Em algo que já nem me lembro mais. Ontem fui sincera com os outros, Isso me feriu aos poucos. Não que a sinceridade seja ruim, Mas não pode ser espalhada, Nem todos compreendem no fim, O que é não dever nada. A minha sinceridade me tornou frágil, Menina de laço de fita. Um ser doce e muito amável, Mas não preparada para a vida. Devi a mim mesma ser sincera, Devi os nãos que eu não soube dar. A minha verdade é única, E com ela que vou lutar. Absurdamente mentiram, Eu não contava com isso. Foram embora e deixaram, Aquelas mentiras comigo. A verdade não muda. Ela pode nem sempre favorecer, Mas é sendo a única, Que vou verdadeiramente sobreviver. E se aqueles que vejo como amigos, não suportarem o peso da minha verdade. Terão que aceitar a mim como sou, Mesmo que a minha verdade, ao mundo  desagrade.

Palavras

Depois de tanto cinza, Tanta coisa, tanta chuva. Tanta falta de digital, Tanto pudor, tanta luva. Depois de tanta luta, Tantos gritos, tipos. Depois de tudo dito, Nem sabe o que se falou. Depois da pose, Tanta posse, tanta questão. Depois de tanto faz, Pelo sim ou pelo não. Depois de tanto se arrepender, O que te resta atualmente? Depois de tanto querer, Amar torna-me um ser dormente. Depois de tanto sol, Queimando sem nenhum pudor, Tanta gente falou, Tanto crédito desperdiçado. Depois de tanto amor despercebido, Tanta escolha sem ser escolhido, Tanto homem no fundo menino. Tanta mulher, no fundo criança. Depois de tanta crise, Tanto choro, tantos tapas, Tantos objetos quebrados. Tanto amor quebrado. O que lhe tem restado? Depois de tanta dor, e essa chuva. Acho que não há mais nada. Porque depois de gastar os seus perdões, Só lhe restaram as palavras. E essas meu bem... Já estão molhadas, rasgadas, queimadas, Descreditadas...desacreditadas.