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Momento

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Não era esse,
Não era essa,
Não era ele,
Não era ela.
Aguarde o próximo
ônibus, emprego, amor.
Fica pra próxima,
Depois eu te ligo.
Somos passagens,
Mas eu sou flutuante.
Alguns são paisagens,
Eu sou um instante.
Nessa passagem de vida,
Nada levo comigo,
Nem o que eu vivi,
Nem o que pensei ter vivido.
Não era nunca,
Sempre nunca.
Escolhe ou nunca.
Agora ou morra.
Não era meu,
Seja quem for,
Seja o que for,
Seja eu flor.
Não era céu,
Eram nuvens.
Se todos somos passageiros,
Porque eu flutuo entre todos?
Levanta menina,
Saia do chão,
Não há felicidade eterna,
Há lágrimas no chão.
Eles tem amor, bondade, se encaixam.
A gente nunca menina,
Eles não te conhecem, eles acham...
São também passageiros querida,
Nessa dança sem som.
Morrem falsas promessas,
Você sempre pertenceu ao mundo,
Eles que não queriam que você soubesse disso.
Não foi você,
Sempre foram eles...

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A morte da menina

Morreu ela.
Coitadinha.
A menina,
menininha.
E agora,
Quem enterra?
Quais as culpas,
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Você que vive,
Me diga por favor,
Como é viver
Sem ser digno?
Morreu você,
Morreram todos.
Andam sem saber,
Que todos somos.
Somos culpados
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Sangue derramado,
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Na escala de quem?
Você se faz melhor que outro,
só por rezar e dizer amém?
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malditos infelizes.
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não dependia de vocês.
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morram nas suas rotinas,
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Rei

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Qual a maldade escolheu inventar.
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