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Mostrando postagens de Julho 26, 2018

Abismo

Quantas vezes por dia você morre?
Quantas vezes numa vida é possível morrer?
Quantas feridas abertas você socorre,
Quantas pessoas amigas ferem você?
Eu estive tão perdida,
Eu sai de lá mas às vezes eu volto.
Por que  não me tiraram de lá?
Por que me deixaram ir?
Alguns passos e eu caio em mim mesma,
Quando eu mergulho eu sofro,
Mas é melhor mergulhar que estar assim,
Submersa, sensível, arranhada.
A apatia é um desespero,
Que já estourou a garganta.
Eu sou sempre um recomeço,
Nesse ciclo que me cansa.
Me empurraram para o abismo,
Mas eu estou flutuando até agora.
Eu não sei até quando eu aguento,
Mas o meu tempo não é medido em horas.
Eu duvidei de mim mesma, porquê?
Se eu ouvisse de outros lábios,
Talvez eu acreditasse, me libertasse, fosse para longe.
Quantas realidades cabe na sua ilusão?
Aquele sim do altar se transformou em não.
Você pisa nos seus sonhos, igual pisa no chão.
Eu conheço esse sabor, agridoce da desilusão.
Eu estou em outro lugar,
Entre o mundo real e o que eu sem…